ESTATUTO INTERNO DA OBRA
SEGUE AS NORMAS E ORIENTAÇÃO
IGREJA QUE ESTÁ EM AUSTIN (Militante Na obra da
Restauração de Tudo)
Pastor Presidente: Wêmerson Gama
igreja_em_austin@hotmail.com
Combatida
por uns; esquecida por outros; aceita por nós e exigida por Deus.”
LIVRETO DOUTRINÁRIO
2018
2018
IGREJAS MILITANTES NA OBRA DA RESTAURAÇÃO DE TUDO
Amado leitor, o que
você tem em mãos é a apresentação de uma seqüência de doutrinas bíblicas
comprovando através de suas veracidades que o tempo presente, ao qual a própria
Escritura chama de ”...hoje...” (Hb 3:13), está inserido na pregação do
Apóstolo Pedro em At 3:19-21, que assim enuncia:
“ Arrependei-vos, pois,
e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os
tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que
já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos TEMPOS DA
RESTAURAÇÃO DE TUDO, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos
profetas, desde o princípio. “
Através do presente
texto, está claro que Pedro, no templo, falava a israelitas (At 3:12). Contudo,
israelitas estes que se distinguiriam na permanência da sua condição de judeus
(At 4:16) e israelitas que se tornariam membros da Igreja do Deus Vivo, pois
creram na pregação (At 4:4). Na escalada do plano divino, este evangelho se
estendeu até o povo gentio e a todas as nações da terra como disse o Senhor a
Abraão em Gn 18:18; 22:18. Desta forma concluímos, categoricamente, que "OS TEMPOS DA RESTAURAÇÃO DE TUDO"
a que Pedro se refere engloba tanto os que permaneceram no judaísmo como
aqueles que se converteram e a todos que em qualquer nação se fizerem membros
constituintes da Igreja de Cristo.
No hebraico, a palavra
que designa restauração é "shoob", e no grego,
"apokatastéseos". No Novo Testamento Interlinear, encontramos em Mt
17:11 a palavra grega "apokatastései", cujo significado é o mesmo de
At 3:21. Já na Septuaginta, o AT em grego —traduzido em 150 a.C, e portanto,
presente nos dias de Jesus — esta mesma palavra é achada em Is 1:26, em Gn
40:13, em Jr 30:17.
Restauração é o
restabelecimento de alguma coisa; é reparo, é conserto. Segundo o dicionário,
'restaurar' significa: recuperar, reparar, revigorar. O doutor James Robison em
seu estudo sobre “ O Espírito Santo e a Restauração “, nos dá a seguinte
definição sobre a restauração bíblica: “Quando alguma coisa é restaurada nas
Escrituras, todavia, ela é sempre aumentada, multiplicada ou melhorada, a fim
de que o seu estado presente seja significativamente melhor do que era antes de
ser restaurada (ver Jl 2: 21-26) ....
Quando Deus restaurou
Jó, depois das terríveis provações pelas quais passou, Deus o recompensou com o
dobro do que havia sido tomado dele e o abençoou mais nos seus últimos dias do
que nos primeiros (Jó 42:10-12). Jesus disse que qualquer um que deixasse
qualquer coisa para segui-lo, receberia cem vezes mais (Mc 10:29,30). Deus
multiplica quando Ele restaura. E então, em seu trabalho de restauração
atualmente, Deus não está simplesmente restaurando a Igreja à gloria que é
mostrada no tempo do Novo Testamento, Ele está buscando restaura-la a um estado
ainda mais poderoso, majestoso e glorioso do que qualquer coisa que o mundo
jamais tenha visto”. Amado leitor, é justamente sobre a restauração da Igreja
que passaremos a tratar.
A
IGREJA NO CONTEXTO DA RESTAURAÇÃO DE TUDO
Vemos que no período em
que Jesus permaneceu aqui na terra, Ele deixou importantes ensinos para seus
discípulos. E a estes ensinos, Ele os deixou como dogma, isto é, decreto,
ordenança, mandamento. Visto que seus discípulos eram fiéis às suas ordens,
onde quer que iam, entregavam os tais decretos para que fossem observados (At
16:4).
Contemplamos, porém,
atualmente um desvio e um esquecimento de tais ordens. Nos manuscritos, em 2 Pe
2:21, encontra-se a palavra grega entole que significa "uma prescrição de
grande autoridade ou autoritária, um preceito, um mandamento". Quanto a
este versículo, em paralelo com o cenário que nos deixa o cristianismo atual,
percebemos que muitas prescrições que nos foram deixadas como preceito, hoje
tornaram-se inadequadas. E porque será que a perspectiva cristã está, em larga
escala, confutando ao que diziam os apóstolos, bem como à prática das Igrejas
Cristãs do 1º Século? É pela introdução, sorrateira, das heresias (2 Pe 2:1).
Como então, restaurar a
sã doutrina à prática cristã? É aplicando os ensinamentos de Cristo, e a
obediência a todos os mandamentos dados pelo Espírito Santo aos Apóstolos (Jo
14:21; 12:50; At 1:1,2). Podemos tomar como exemplo, em meio a tanto descrédito
e apostasia no meio do povo de Deus no passado. Ao assumir o reino, Josias
renovou a aliança com Deus propondo a si mesmo e ao povo, observarem e
obedecerem a todos os mandamentos de Deus (2 Cr 34:31). Esdras, voltando do
exílio, dedicou-se a isto (Ed 7:14,25,26). Neemias relata este fato (Ne 10:29).
Onde está hoje a diferença entre o santo e o profano? Será que o assunto
"restauração" deveria ser coisa desconsiderada? Pensamos que não.
Visto que tanto a nossa tão grande salvação, como a restauração vêm conectadas
à frase: "Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio
do mundo" (Lc 1:69,70; At 3:21,22); também pelo fato de que no momento da
salvação é feito um(a) concerto(aliança) entre o homem e Deus, a salvação está
simultaneamente ligada à restauração, no que
tange à lembrança dos mandamentos, do santo concerto (Lc 1:72b; At
3:25). Levando-se em conta a etimologia (origem e o significado da palavra),
podemos nos maravilhar em sua profundidade que a ação de restauração
estabelece. A palavra restauração promove a união, o conserto, o
aperfeiçoamento e favorece ao restaurando, uma aproximação da vontade de Deus.
Vejamos:
Levando-se em conta que
a palavra restauração, no grego, apokatastasis é formado de apo, "para
trás, de novo", e kathistemi, "pôr em ordem, estabelecer em
ordem"; obtemos a significação quanto à Igreja de que restauração é
"pôr em ordem de novo" , "restabelecer aquilo que foi deixado
para trás". O léxico grego informa que katartizo significa
"consertar, tornar perfeito" (2 Co 13:11) cujo significado abrange:
preparar-se e restaurar. Em Mt 4:21 e Mc 1:19, katartizo traz o sentido de
consertar: "consertando as redes". Em 1 Co 1:10 traz o sentido
implícito de "costurar juntos", ou seja, unidos. Em 1 Ts 3:10 traz o
sentido de "emendar (aperfeiçoar) o que falta à vossa fé". Em 1 Pe
5:10 traz o sentido de aperfeiçoar. Em Lc 6:40 traz o sentido de
"plenamente treinado, aperfeiçoado, perfeito". Em Mt 21:16 traz o
sentido de "ajustado, perfeito".
Deus está realizando
uma obra cuja natureza e propósito reclamam os dias atuais, e continuará até o
dia em que o Senhor Jesus entregar tudo perfeito a Deus, o Pai (1 Co 15:24-28).
No envolver da restauração, na escalada da intervenção divina, dar-se-ão
eventos que, pelas suas implicações, pelos horrores que hão de causar,
aconselham um estado de alerta, e muito preparo por parte dos remidos do
Senhor. O Anticristo – a besta do Apocalipse se manifestará; e, à frente de um
sistema mundial, tirano e pagão (Ap 13:1-18). Assim como Noé, Jeremias, Amós e
João Batista tiveram uma mensagem que dizia à respeito de suas épocas, assim
nos pesa como povo de Deus, um brado de alerta nestes dias de transição
dispensacional pressagiados de angústias sobre as nações.
SINAIS
DOS TEMPOS
Lendo At 3:19-21; 2 Ts
2:1-8, algumas profecias de Daniel, e muitas outras referências das Escrituras,
concluímos que a vinda do Senhor Jesus será precedida de espantosos
acontecimentos. Jesus disse: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao
dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé
entrou na arca.... assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:38,39).
Isto e coisas piores estão acontecendo como sinais dos tempos. A falta de
pudor, o descaso por tudo o que é nobre, puro e santo, caracterizam esta
geração. Nos arraiais evangélicos (salvo raras exceções), a coisa não vai muito
melhor. Os costumes da sociedade profana têm minado as Igrejas. Os trajes em
ambos os sexos, os namoros, o uso de termos e gestos mundanos no seio da
Igreja, é tudo uma profanação. Enquanto tudo isso acontece, o relato do profeta
Jeremias continua bradando: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente...
“ (Jr 48:10). Porventura, lá em Nazaré, José e Maria andavam de namoros como a
mocidade crente de hoje? Confessemos que a coisa não vai bem! A coisa vai mal
com aqueles que deviam ser “um povo zeloso de boas obras “(Tt 2:14). Se cremos
que, nestes dias precursores à Sua vinda, o Senhor está restaurando a Sua
Igreja, esta situação deve nos preocupar. Deus convoca os fiéis da Terra para
esta hora de decisão. Nesta milícia, Ele usará homens e Igrejas, cada servo do
Senhor tem o seu lugar nesta obra. O crente, o pastor ou a Igreja que não tiver
o anseio de minar as nações com a notícia de que o fim é chegado, e que um
revestimento do alto é necessário; quem não entender assim, ainda não despertou
para o real sentido desta obra. Imploremos ao Senhor graça para despertarmos os
que dormem, e determos os que se desviam. Nada impedirá o plano divino de
restauração. É certa a vitória nesta milícia, porque nela somos cooperadores de
Deus (1 Co 3:8,9; Tg 5:19,20).
RESTAURAÇÃO
DOS PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS
Onde há área
contestada, por onde começar ?
Mais zelo pelas
Escrituras - Em Jr 1:12 diz que o Senhor vela pela Sua Palavra para a
fazer cumprir. O Senhor falou a Abraão que a sua descendência teria uma
peregrinação em cativeiro (Gn 15: 13), e isto aconteceu no Egito. O Senhor falou ainda: E te farei
frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti. (Gn 17:
6). Os milhões de hebreus que vem rompendo os séculos são o cumprimento dessa
promessa. Assim, Deus cumpre com fidelidade a Sua Palavra. Perguntamos agora:
Deus exigirá menos de nós ? Depois de fazer chegar ao conhecimento de Moisés,
como deveria ser construído o Tabernáculo, o Senhor falou:" Atenta, pois
que o faças como o modelo que te
foi mostrado no
monte" (Ex 25:40). A
Moisés estava em pauta o Tabernáculo,
a nós as ordenanças bíblicas. Deus, tratando com os homens que entendem
melhor das coisas materiais, deixou ordenanças visíveis como símbolos de
mistérios espirituais. Ei-las:
O
BATISMO (1ª Ordenança)
No dia 31 de maio de
1964, estavam reunidas várias Igrejas à beira do rio em Guapimirim (RJ), para
realizarem batismos, quando o Senhor decretou que os batismos seriam realizados
somente em rio, e disse mais: "EIS QUE TOMO O JORDÃO COMO TESTEMUNHA".
Naquela mesma hora um irmão viu em visão teofânica, um grande tanque e um anjo
desceu do céu com uma marreta e o despedaçou.
O dr. David Smith,
professor do Seminário Teológico Evangélico, na Irlanda, em sua obra The Life
and Letter of St. Paul, diz o seguinte: O símbolo do peixe, como sinal da fé
cristã, foi devido a imersão dos crentes primitivos em rio. O Mosteiro dos
Franciscanos, na Bahia, Brasil, em 1915, fez uma tradução anotada do Novo
Testamento e sobre Romanos 6:4, foi feito o seguinte comentário: Alude aqui ao
batismo como se administrava naqueles tempos, por imersão. Assim como Cristo
foi sepultado para ressuscitar, assim no batismo somos nós sepultados
misticamente para renascer a uma vida nova. Bernardo Bartman, em sua obra
Teologia Dogmática, volume 3, página 78, declara: O batismo no seu significado
natural, é imergir na água. A página 87 diz: O modo mais antigo de
batizar é imergir o batizando na água. O batismo do Novo Testamento era assim:
1°) O batizando e o batizador entram ambos na água, desceram ambos à água,
tanto Filipe como o eunuco e o batizou, Atos 8:38;2°) Pelo ato simbólico, o
batizando é figuramente sepultado,“de sorte que fomos sepultados com ele pelo
batismo na morte, Romanos 6:4; 3°) Pelo mesmo ato é simbolicamente ressuscitado
sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de
Deus, Colossenses 2:12; 4°) Depois do batismo, saem da água o ministro e o
batizado sendo Jesus batizado, saiu logo da água, Mateus 3:16; – E quando
saíram da água, Atos 8:39; 5°) Em tudo isto estamos associados com Cristo e
fazemos o que ele fez e nos mandou fazer ou não sabeis que todos quantos foram
batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?, Romanos 6:3; veio
Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele,
Mateus 3:13.“Ide… ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, Mateus 28:19. Que outra forma de batismo nos dá a
idéia de sepultura (enterrar, cobrir) e de ressuscitar (levantar, ressurgir) a
não ser a imersão?
O batismo no Novo
Testamento é em água corrente. Nos lugares de batismo na Bíblia, havia água
corrente. Muitos são os rios da Palestina, sendo os mais conhecidos o Jordão,
onde o Senhor Jesus foi batizado; o Jaboc e o Esdraelon. Em Jerusalém havia
várias fontes e tanques como a Fonte da Virgem, o Tanque de Siloé, o Tanque de
Salomão, a Fonte do Dragão, o Tanque de Betesda, João 9:11; Lucas 13:4; Neemias
2:14; 2:13; a Bíblia entretanto não registra qualquer batismo em nenhum deles,
pelo contrário,“ia ter com João, Jerusalém e toda a Judéia, e toda a província
adjacente ao Jordão e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus
pecados, Mateus 3:5,6. João também batizava em Enom, junto a Salim, porque
havia ali muitas águas, João 3:23. Jamais em Jerusalém, apesar de ter ali
muitos tanques e fontes. Não há no Novo Testamento nenhum caso de batismo
registrado em tanque, mar, açude, batistério, piscina, represa ou poço. É em
água corrente que se batiza biblicamente. Em Damasco onde Paulo foi batizado,
havia dois rios o Abana e o Farpar, II Reis 5:12. Em Filipos onde Lídia e o
Carcereiro foram batizados havia rio, Atos 16:13-15,32-33. Não se deve
rebatizar ninguém biblicamente batizado. Quem foi molhado em tanque não foi
batizado e quem foi aspergido, muito menos. Só as genuínas ovelhas do Senhor
Jesus Cristo, biblicamente batizadas em água corrente, por pastores
neotestamentariamente consagrados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
é que estão no prumo e no nível da Palavra de Deus, neste particular. Quem não
satisfez a tais exigências da Palavra, deverá se restaurar neste sentido. A
restauração é de tudo e inclui o batismo bíblico.
FORMA
BÍBLICA
O saudoso Pastor
Aldovrando Gomes de Almeida nos dá o seguinte comentário: "conversando com
uma senhora católica romana, que se diz católica praticante, ela me disse que
lê a Bíblia e crê que
Jesus é o Salvador. Queixa-se,
porém, de um Pastor batista que prega contra o batismo infantil. Vi naquela senhora muita sinceridade e
a melhor das intenções; mas no seu entender, se de fato a salvação é pela fé em
Jesus, por que então descer a estas exigências, diz ela? A seu ver, para o batismo a idade NÃO TEM IMPORTÂNCIA.
Convenhamos que aquela senhora diga assim por ser de formação católica, mas,
que diremos de atitudes semelhantes no meio evangélico? Por exemplo: o batismo
é para todo aquele que crê (At 8:36-38),
e a criança não pode crer. Mas
também o batismo de adultos em tanques, em água parada, não agrada a Deus.
Alguém pode achar que não tem importância, mas a Bíblia só registra batismo em
águas correntes (rios), cujo curso e âmbito, são de origem natural. A palavra
batismo originada do grego (baptizõ, "imergir") consiste nos
processos de imergir (mergulhar, afundar),submergir (cobrir de água, inundar) e
emergir (sair de onde estava mergulhado, surgir, mostrar-se).
João
Batista batizava em ENOM, porque ali havia muitas águas. Enom quer dizer
fontes, ou, nascentes, que juntas, formariam caudal suficiente para a
realização de batismos (Jo 3:23), no rio Jordão (Mt 3:4-6). Estejamos certos de
que o mesmo Deus que enviou João Batista a batizar, também o instruiu em todos
os pormenores, não só quanto às condições do candidato (Mt 3:7,8), mas ainda
quanto a forma de batismo. Faz-se necessário a pergunta: por que não
realizava-se batismos nos tanques (gr. kolumbétra) que havia em Jerusalém (Jo
5:2,4,7; 9:7)? Em Damasco havia dois rios: o Abana e o Farpar (2 Rs 5:12). Em
Filipos, onde Lídia e o carcereiro foram batizados, havia rio (At
16:13-15,27-33) Alguém poderá objetar que não haveria condições para o batismo
do eunuco por Felipe ... ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está
deserto (At 8.26), não procede. O termo não implica em ausência de água,
poderia bem ser apenas um lugar desabitado. Digno de nota é que nesta região existe
um vale que começando, não muito longe de Jerusalém, passa uns cinco
quilômetros de Gaza e finda no Mediterrâneo. A Bíblia não diz em que estação do
ano, Felipe realizou ali o batismo do eunuco. O que a Escritura deixa bem
claro, é que o batismo realizou-se quando "... chegaram ao pé de alguma
água..." (At 8.36). Há muitas coisas na Bíblia que parecem de pouca
importância, porém "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa
para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2
Tm 3:16). O nosso temor ao Senhor, pode ser testado nestas “pequenas coisas”. A
Escritura de Ml 1:8-14 é um libelo do profeta contra a falta de temor no
serviço religioso do seu tempo.
Conforme Rm 6:4-6 e Cl
2:12, entendemos que o batismo simboliza a morte e o sepultamento do convertido
quanto a sua antiga vida de pecados, e a ressurreição para uma nova vida em
Cristo. Outras referências, porém, nos lembram um outro aspecto no simbolismo
do batismo. Em Ef 5:2 escrito: “...Cristo amou a Igreja e a si mesmo se
entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela
palavra”. Por certo, não escapa à forma do batismo, ser um ato simbólico. A
Bíblia diz que a Igreja é lavada pela Palavra (Ef 5:26).
O batismo, simbolizando
toda a transformação operada pelo Espírito Santo em nós, não seria um símbolo
perfeito se não fosse em águas correntes. Em At 22:16 lemos: “E, agora, por que
te deténs ? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome
do Senhor”. O batismo não lava ninguém do pecado, mas simboliza esta operação,
que é pela Palavra, pelo Espírito de Deus, pelo Senhor Jesus”. O Doutor
Bernardo Bartman, em sua obra “Teologia Dogmática”, volume 3, página 78
declara: “ O batismo no seu significado natural, é imergir na água ... O
batismo do Novo Testamento é assim:
a) O batizando e o
batizador entram ambos na água: “...e desceram ambos à água, tanto Felipe como
o eunuco, e o batizou.” (At 8:38).
b) Pelo ato simbólico,
o batizando é figuradamente sepultado: “De sorte que fomos sepultados com Ele
pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória
do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”. (Rm 6:4).
c) Pelo mesmo ato é
simbolicamente ressuscitado: “Sepultados com Ele no batismo, nele também
ressuscitaste pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Cl 2:12)
.
d) Depois do batismo,
saem da água o ministro e o batizado: “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da
água" (Mt 3:16). “E, quando saíram da água...” (At 8:39).
Em tudo isto, estamos
associados com Cristo, e fazemos o que Ele fez e nos mandou fazer: “Ou não
sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua
morte ?” (Rm 6:3). “Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão,
para ser batizado por Ele” (Mt 3:13). “Portanto ide, ensinai todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Que
outra forma de batismo nos dá a idéia de sepultar (enterrar, cobrir) e de
ressuscitar (levantar, ressurgir) a não ser a imersão?" O batismo Bíblico,
como sabemos, é feito num rio com águas correntes de âmbito e curso natural,
mas muitos não se submetem a esta verdadeira forma de batismo. Entretanto,
vejamos a definição etimológica quanto a este assunto: segundo o Strong's Greek
Lexicon, potamos significa águas correntes, riacho, corrente; e refere-se a
rio, a torrentes de águas. Esta é a palavra grega (potamos) que encontramos em
Mc 1:5 referindo-se ao rio, no caso, o Jordão. No AT, sempre foi representativo
o simbolismo das "águas correntes" ou "águas vivas", como
várias vezes é chamado na ARC. A palavra hebraica que encontramos referindo-se
a "águas correntes" ou "águas vivas" é mayim khay. Em Lv
14:5,6, 50-52, encontramos na versão ARC referência a este termo e é traduzido
como "águas vivas", já na ARA como "águas correntes".
Quando a pessoa estava imunda, tinha que se lavar em águas correntes (Lv
15:13). No sentido espiritual, o Senhor é a fonte de águas vivas (Jr 2:13;
17:13). A expiação por morte se dava com uma novilha degolada nas águas
correntes (Dt 21:4-ARA). Assim ao dizer-se "fomos sepultados com ele pelo
batismo na morte" (Rm 6:4), há referência ao batismo, através do qual
fomos, simbolicamente, sepultados; esta afirmação é referente ao fato de que
"a morte vicária da novilha prenunciava a morte de Cristo como uma
expiação pelos pecados, sejam conhecidos ou desconhecidos, cometidos pelo povo
de Deus".
A
CEIA DO SENHOR (2ª Ordenança) (MT 26:26-28; Mc
14:12-26; Lc 22:7-23; I Co 11:23-29)
O
PÃO
A transliteração do
termo hebraico matsãh, designa o "pão sem fermento" (ázimo). Este
substantivo ocorre 54 vezes no Antigo Testamento, dentre as quais 40 no
Pentateuco. Vemos quanto ao pão, que os judeus celebravam a Páscoa com pães
ázimos (Lv 23:5,6; II Cr 35:17; Ed 6:22). A insipidez dos pães ázimos (ou asmo,
que é corruptela de ázimo), representava a aflição do povo hebreu antes de
saírem do Egito (Dt 16.3). As festas de Israel envolviam freqüentemente o uso
do pão sem fermento. Pôr conseguinte, o fermento trazia um rápido apodrecimento
do pão. O Senhor deixou claro por intermédio dos pães ázimos esta simbologia
para que o povo hebreu não se sujeitasse à influencia do pecado (Ex 12: 15 -
20).
E o azeite no pão?
Quanto ao azeite,
designado pela palavra hebraica shemen, temos sua primeira referência em Gn
28:18. "O azeite era proeminente entre as ofertas dadas como primícias (Dt
18:4) e também era objeto de dízimo (Dt 12:17). As ofertas de manjares eram
freqüentemente misturadas com azeite (Lv 8:26; Nm 7:19), enquanto que as
lâmpadas do candeeiro do templo (Ex 25:6) eram supridas com azeite
recém-processado (Lv 24:2). O azeite era empregado cerimonialmente por ocasião
da consagração dos sacerdotes (Ex 29:2), por ocasião da purificação dos
leprosos (Lv 14:10-18), durante os sacrifícios diários (Ex 29:40), e por
ocasião do término do voto dos nazireus (Nm 6:15). Mas em certas cerimônias
havia completa ausência de azeite, tais como a oferta pelo ciúme (Nm 5:15), e a
oferta pelo pecado (Lv 5:11)".
A morte (sacrifício) do
Senhor Jesus na cruz, foi para a expiação dos nossos pecados.
"Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas
dores levou sobre si, e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades,
o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras fomos
sarados (Is 53:4,5). Os versículos de 7 – 10 dizem: "Ele foi oprimido, mas
não abriu a sua boca ... , Da opressão e do juízo foi tirado... E puseram a sua
sepultura com os ímpios... Todavia, ao Senhor agradou moe-lo, fazendo-o
enfermar ...". Não é difícil entender que, conforme o relato acima, o
nosso Senhor, para cumprir o plano divino, ESVAZIOU-SE de si mesmo (Fp 2:7,8). O pão
da Ceia amassado com azeite, untado com azeite, ou misturado com sal,
biblicamente, não trás um simbolismo perfeito do corpo de Cristo entregue na
cruz para remissão dos nossos pecados. A afirmação de que o pão ázimo é feito
unicamente de água e farinha, também se encontra inserida nas páginas do
dicionário bíblico Buckland, que diz: " Pão Asmo – este pão é feito
somente de água e farinha, sem fermento e cozido em porções de pequena
espessura. Para se comer não deve ser cortado, mas partido com os dedos"
(Mc 14:22; Lc 22:19).
O
VINHO - (Fruto da vide)
Antes de compreendermos
o que a Bíblia Sagrada nos ensina sobre o vinho, convém conhecer um pouco sobre
o processo de fermentação, que no nosso caso, usaremos como exemplo o suco da
uva.
Pois bem, vinho é o nome
que se dá ao suco extraído do sumo de uvas frescas. Esse processo de extração
faz-se em grandes vasilhas de madeira semelhante a uma enorme bacia, chamada
cuba - na Bíblia, também aparece denominado "lagar", - onde é
realizada a espremedura da uva, ou pisa. Atualmente, esse trabalho humano e
artesanal é substituído por máquinas que realizam a mesma tarefa. O resultado
obtido é um caldo espumoso, de forte coloração vermelha escuro, ligeiramente
adocicado. Este caldo nada mais é do que o puro suco de uva fresco, livre de
qualquer processo de fermentação - ou seja, vinho não-fermentado. A fermentação
se dá quando enzimas produzidas por bactérias ou fungos, em contato com o
produto, entram em ação. No caso do sumo da uva, essas bactérias,
alimentando-se do açúcar natural proveniente da fruta, produzem enzimas que
convertem esse açúcar em gás carbônico e álcool. O gás se desprende,
permanecendo apenas o álcool. Podemos dizer então que isto é suco de uva
fermentado. A fermentação desse vinho (chamada de fermentação acética), por sua
vez, produz o vinagre.
No Antigo Testamento,
há duas palavras hebraicas traduzidas por "vinho". A primeira
palavra, a mais comum, é yayin, usada 141 vezes no Antigo Testamento para
indicar vários tipos de vinho, seja fermentado ou não-fermentado. Observe por
exemplo, o texto de Ne 5:18, que fala "vinho de todas as espécies"
(yayin).
Isto significa que a
palavra hebraica yayin aplica-se (também) a todos os tipos de suco de uva
fermentado (Gn 9:20,21; 19:32,33; 1 Sm 25:36,37 ; Pv 23:30,31).
As consequências trágicas de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos
do Antigo Testamento, notadamente em Pv 23:29-35. Por outro lado, yayin também
se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao
suco fresco da uva espremida, conforme aparece em Is 16:10; Jr 40:10-12; 48:33.
Estes versículos dão o respaldo bíblico de que o sumo de uva não-fermentado
pode perfeitamente ser chamado de "vinho", sem que isso indique
qualquer disparidade. Em Jr 40:10-12, o profeta chama de vinho (yayin), ao suco
ainda dentro da uva (ver também Lm 2:12).
A outra palavra hebraica traduzida por
"vinho" é tirosh, que significa "vinho novo" ou "vinho
da vindima". Tirosh ocorre 38 vezes no Antigo Testamento; essa palavra
nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da
videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65:8), ou o suco doce de
uvas recém-colhidas (Dt 11:14; Pv 3:10; Jl 2:24).
Há ainda a palavra
hebraica shekar, geralmente traduzida por "bebida forte". Aparece 23
vezes no Antigo Testamento. Esta palavra refere-se, mais comumente, a outras
bebidas fermentadas, talvez feita de suco de fruta de palmeira, de romã, maçã,
ou de tâmara. Seja qual for a natureza da bebida, é importante verificarmos que
em vários lugares o Antigo Testamento condena o uso de bebidas fermentadas,
seja da uva ou de outra fruta qualquer (Lv 10:9-11; Pv 20:1; 23:29-35; 31:4-7).
O mesmo cuidado que se
tem para celebrar a Ceia do Senhor com um pão específico, também se deve ter com
o vinho. Em Lc 22:18 diz: “Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide,
até que venha o Reino de Deus”. O vinho original (puro) do fruto da vide é o
sumo das uvas. (“Vinho – O sumo das uvas produziam diversas espécies de vinho.
Pisadas as uvas no lagar, corria o sumo para uma cuba. A esse sumo chamavam
‘vinho novo’; e os judeus bebiam-no nesse estado; mas passado pouco tempo,
principiava a fermentação...” Buckland pág. 445 ). O cálice levantado pelo
Senhor Jesus na ocasião em que ministrava a Santa Ceia, simbolizava o seu
sangue puro que por nós foi derramado (Lc 22:20). Ao se embebedarem, os
Coríntios (1 Co 11:21) não estavam se apercebendo de que o vinho (suco
fermentado) e o mosto (suco em fermentação) tiram o entendimento (Os 4:11).
Sendo methe a palavra
grega encontrada na Septuaginta, no AT, em Os 4:11, referindo-se ao mosto; pelo
que de acordo com a Cross References (referências cruzadas) vemos que é a essa
palavra que Paulo faz referência aos romanos (Rm 13:13), indicando que nós não
devemos proceder assim no nosso dia-a-dia (outras referências Lc 21:34; Gl
5:21). Methe é uma palavra grega primária que dá origem ao termo methuo que
significa "bebida, embriaguez", embebedar. Podemos citar ocorrências
de methuo em Mt 24:49, Jo 2:10, At 2:15, 1 Co 11:21; 1 Ts 5:7 e Ap 17:2,6.
A palavra gleukos é
encontrada na Septuaginta em Jl 3:18, Am 9:13, Ag 1:11 e Zc 9:17, sendo
denominada nestes casos como "vinho novo". Já no cânon do NT, ela
aparece em At 2:13 e denota "mosto" ou "vinho novo".
Segundo diz o
dicionário, mosto é o sumo (isto é, suco) de uvas antes de acabar a
fermentação. O vinho é o estado posterior que o sumo (suco) de uvas assume ao
completar a fermentação.
O termo yayin é a
palavra habitual para se referir à uva fermentada. Em Gn 9:24, yayin significa
embriaguez: "e despertou Noé do seu vinho". As pessoas em estado
especial de santidade, eram proibidas de beber "vinho", como os
nazireus (Nm 6:3), a mãe de Sansão (Jz 13:4) e os sacerdotes que se aproximavam
de Deus (Lv 10:9). A palavra grega gleukos denota "vinho novo" doce,
ou mosto. Este termo é encontrado em At 2:13; as acusações esposadas neste texto mostram, que gleukos era vinho embriagante e, portanto, deve ter
sofrido por algum período, processo de fermentação.
Concluindo...
Beber vinho ou bebida
forte era símbolo de que tal pessoa era filha de Belial, ou seja, servo de um
deus estranho (1Sm 1:13-16). Nem Lucas, nem qualquer outro escritor bíblico
emprega a palavra grega "oinos" (vinho) no tocante à Ceia do Senhor.
Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão grega
"gennematos tesampelu", isto é, "fruto da vide" (Mt 26:29;
Mc 14:25; Lc 22:18). O vinho não-fermentado é o único "fruto da vide"
natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação
destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. Vinho
fermentado não é fruto da vide; não é produzido pela videira.
De acordo com as
referências bíblicas acima citadas, segundo se depreende, o sumo de uvas (suco)
não fermentado é o "vinho" que vem a se adequar como elemento
representante do sangue de Cristo na Mesa do Senhor.
A
CERIMÔNIA
Quanto à Ceia, o
"partir do pão" tornou-se o nome desta Ordenança na qual o "pão
da Ceia do Senhor" (por exemplo, Mt 26:26), era o "artos
azumos", ou seja, o pão ázimo. Pelo que "ázimo" denota a não
presença do fermento ou de qualquer processo de fermentação. Desta forma,
ázimo, metaforicamente, diz respeito a "uma condição santa e
espiritual" (1 Co 5:7), e à sinceridade e a verdade" (1 Co 5:8). Em
contraposição, o fermento, na Bíblia, é encontrado como símbolo de pecado e
iniquidade (Mt 16:5-12; Lc 12:1; 1 Co 5:1-8).
O Senhor Jesus celebrou
a ceia com pães ázimos, por acaso? Não, na Bíblia nada é por acaso ! Deus não
deixaria chegar até nós alguma coisa que não fosse proveitosa e necessária.
Porque celebrá-la doutro modo, visto que o pão ázimo foi usado, em memória, ao
corpo imaculado de Jesus (Lc 22:7,19)? Segue, portanto, que a Ceia do Senhor
rejeita, biblicamente, a presença do fermento no pão. Logo, celebrar a Ceia do
Senhor com pão fermentado ou qualquer outro tipo de pão que não esteja adequado
às exigências bíblicas, é mais agravante do que faltar com zelo as coisas
sagradas, é profanar a mesa do Senhor (Ml 1:7,8).
REFLEXÃO
Lembremo-nos de que o
nosso Deus é um Deus zeloso. A oferta de Caim não foi aceita, a de Abel, Deus
aceitou. A Bíblia diz que Abel trouxe das primícias do seu rebanho; Davi disse
que não ofereceria ao Senhor aquilo que não lhe custasse nada (2 Sm 24:24); Uzá
morreu fulminado porque tocou na arca do conserto (1 Cr 13:10); o rei Uzias
morreu leproso porque ofereceu incenso no templo, serviço que competia ao
sacerdote (2 Cr 26:16-21). O caso de Ananias e Safira é um exemplo no Novo
Testamento do zelo de Deus pelo que lhe é consagrado (At 5:1-11). Por que não
devemos lidar com as coisas de Deus com mais reverência e cuidado ? Belsazar
morreu não porque se embriagasse, mas porque profanou os vasos da casa do
Senhor. Em Ml 1:6-8 temos um exemplo claro, de que, o que apresentamos na MESA
DO SENHOR para que lhe seja consagrado,
deve ser perfeito.
O
LAVA-PÉS (Jo 13:1-17; I Tm 5:10) - 3ª Ordenança
Como o batismo e a
Ceia, o lava-pés foi deixado como prática à Igreja. Além dos esclarecimentos
que nos dão os textos bíblicos a respeito da necessidade do cumprimento da
ordem de se "lavar os pés uns dos outros", há também uma afirmação
dada pelo Dicionário Vine na qual declara que o lava-pés trata-se de uma
ordenança ao expor a significação do termo grego niptõ: "niptõ é usado
primariamente acerca de 'lavar parte do corpo'. É o verbo encontrado quando
Jesus lavou os pés dos discípulos, dando-lhes esta ordenança (Jo
13:5,6,8,12,14). É encontrado novamente em 1 Tm 5:10. Na voz média, 'lavar-se'
(Mt 6:17; 15:2; 7:3; Jo 9:7,11,15). Em Jo 13:10, nos dá o sentido de que quem
já se banhou não precisa, neste momento, 'lavar-se' totalmente, mas apenas os
pés pois o restante do corpo está purificado pela Palavra (Ef 5:26)".
Como sabemos, quando um
hóspede se apresentava à porta duma tenda, ou duma casa, ofereciam-lhe água
para lavar os pés (Gn 18:4; 24:32). Vislumbramos, entretanto, pela leitura
bíblica, que o lava-pés, é uma das ordenanças do Senhor Jesus, pois, Jesus, na
véspera de sua morte, instituiu a cerimônia do lava pés sob a perspectiva do
estabelecimento do Seu reino e Sua vontade entre os homens. Segundo o relato,
esta cerimônia foi feita IMEDIATAMENTE após a ceia (Jo 13:1-5); e como tal, ao
levantar-se da ceia, é óbvio que Jesus já havia entrado na casa e lavado os
pés, pois assim se dava o costume entre os judeus. Entretanto, não é mais o
dono do aposento que oferecia água para que se lavassem os pés dos hóspedes
(costume), mas sim Jesus, sendo o próprio hóspede faz a lavagem dos pés de seus
discípulos, que também eram hóspedes. O v.6, nos comprova que este ato
implantado por Jesus não era costume, ou seja, de se lavarem os pés uns dos
outros, pois Pedro ao dizer: "tu me lavas os pés a mim?", reforça a
idéia de que aquilo lhe era estranho. Vemos concomitantemente, que ao dizer
Jesus: "Entendes o que Eu vos tenho feito?", fica claro que os
discípulos não entendiam:
1. Porque lavavam seus
pés pela 2º vez, visto que ao entrarem no aposento, o servo da casa já
tinha-lhes lavado os pés.
2. Porque Jesus sendo o
Senhor estava lhes lavando os pés.
Ao explicar, os
discípulos entenderam que aquilo deveria ser observado como ordenança, pois
Cristo disse: "Assim como Eu fiz, façais vós também"(v.15).
Entenderam também que Jesus lhes ensinava a comunhão e humildade uns com os
outros. O verso 14 do trecho nos deixa esclarecido como se deve proceder no
lava-pés, e se dá de forma que não somente o pastor e os diáconos devam lavar
os pés dos santos, mas que todos nós, juntamente, devemos “lavar os pés uns dos
outros”. Que o Senhor Jesus era humilde de coração bem o sabemos (Mt 11:29),
mas em lavar aos pés aos discípulos, nos deixou o exemplo. Agora, nesses
últimos tempos, a situação do crente soberbo é muito incômoda, porque o Senhor
“...resiste aos soberbos...” (Tg 4:6) e “...eleva os humildes....” (Sl 147:6).
Alguém pode objetar que
o lava-pés não faz ninguém mais humilde, concordamos. A exemplo, sabemos que se
alguém não morrer para o mundo, não deve ser batizado; se não fizer parte do
corpo de Cristo, não deve participar da Mesa do Senhor. Da mesma forma se em
nossa vida prática não considerarmos nossos irmãos superiores a nós mesmos, não
faz sentido o exercício do lava pés (Fp 2:3).
Em 1 Tm 5:9,10; onde o
apóstolo Paulo, um dos principais defensores dos ensinos de Jesus, declarou
definitivamente que as viúvas da igreja não deveriam ser sustentadas pela
igreja local, sem que antes, preenchessem alguns requisitos específicos e
necessários. Nesta relação de Paulo, encontramos uma declaração que obstrui
qualquer argumento que venha combater a ordenança do lava-pés: "se lavou
os pés aos santos". O lava-pés aparece nesta relação como um dos
parâmetros necessários para o cadastramento das viúvas, frustrando, assim, a
idéia de ser o lava-pés apenas "demonstrações" de amor e humildade.
Veja que se o lava-pés fosse apenas um símbolo de humildade, e não,
necessariamente, prática, não haveria sentido Jesus dizer: "se Eu não te
lavar, não tens parte comigo"! (Jo 13:8); mediante a isto, Pedro,
prontamente, submeteu-se à ordem de Cristo.
Confirmamos desta
forma, que esta cerimônia nos foi deixada como exemplo, para que, todas as
vezes que a celebrar-mos, devemos, no ato de sua celebração, lembrar que sempre
devemos considerar o nosso irmão maior do que nós, pois nesta posição, em
humildade, estaremos mais uma vez cumprindo Fp
2:3. Os crentes sinceros e verdadeiros, vêem no “lava-pés”, uma
oportunidade para exercitarem a sua submissão, humildade, amor fraternal,
cumprindo assim, a verdade exarada por Jesus Cristo, o Filho de Deus:”...Se
alguém me ama, guardará a minha palavra...” (Jo 14:23).
A
SAUDAÇÃO DOS SANTOS (Lc 10:5,6; Jo 20:19; Rm 16:16; II Co
13:12; I Ts 5:26;I Pe 5:14)
DEFINIÇÃO:
Segundo o Dicionário
Vine, que aborda o significado exegético e expositivo de palavras bíblicas,
saudar significa "cumprimentar, dar boas-vindas". A primeira
referência bíblica à saudação, que é descrita pelo termo grego aspazomai,
encontra-se em Mt 5:47, onde fala que devemos cumprimentar o nosso próximo,
mesmo que ele se faça nosso inimigo. A 2º encontra-se em Mt 10:12, onde após
escolher os doze discípulos, Jesus instrui-os a evangelizar e que ao entrarem
numa casa, saudassem os que nela residem. Em At 18:22, vemos que antes de terminar
sua Segunda viagem missionária, Paulo desembarcando em Cesaréia, desceu para
Jerusalém para saudar a Igreja que ali estava. Em At 20:1, a saudação, palavra
original que aí se encontra, assume a afeição de conforto "tendo-os
confortado", pois literalmente seria "tendo-os saudado". Em At
21:6, vemos pelo original, que "despedindo-se uns dos outros" se
traduzido literalmente, ficaria "saudando-se uns aos outros". Ao
entrar para falar com Tiago, com os presbíteros, Paulo os saudou (At 21:19).
Vemos que em Rm 16 há dezesseis referências à saudação.
COM
A PAZ:
O Senhor Jesus nos deu
a paz (Jo 14:27), nele temos paz (Jo 16:33), Ele é o Príncipe da paz (Is 9:6).
Jesus recomendou aos “setenta”, que em qualquer casa onde entrassem, primeiro,
saudassem com a paz: “...Paz seja nesta casa.” (Lc 10:5); pois, a paz, vem
dele. A paz vem do Senhor (Nm 6:22-25). Todavia, Cristo não somente recomendou,
mas deixou-nos o exemplo: “....paz seja convosco” (Lc 24:36; Jo 20:19,21,26).
Vemos que foi desta forma que José saudou a seus irmãos (Gn 43:23). Na benção,
o apóstolo, com a autorização de Deus, impetra: "Paz seja com os
irmãos" (Ef 6:23). Pedro diz: "Paz a todos vós que achais em
Cristo" (1Pe 5:14b). João, despedindo-se de Gaio por carta, e o saudando,
escreve: "A paz seja contigo". Então, faz-se necessário, aos irmãos, saudarem-se uns aos outros com essa
paz, essa paz que vem do Senhor!
E
COM O ÓSCULO SANTO:
Segundo o dicionário
Silveira Bueno da Língua Portuguesa, "ósculo" trata-se de um beijo de
paz e amizade. Na Bíblia, a referência a ósculo, unicamente, é descrita pelo
termo grego filema ou filemati, um deles encontra-se em Lc 7:45 onde diz que
Simão, um dos farizeus, não osculou a Jesus; e que por outro lado, uma mulher
pecadora beijava fervorosamente (katafilousa) seus pés. Contudo, a junção deste
substantivo "ósculo" com o adjetivo "santo" faz-nos menção
a algo mais profundo, distinto e especial. É exatamente a este tipo de ósculo
especial que o apóstolo Paulo faz menção em Rm 16:16, porque o que ele vem
trazendo ali não é o ósculo ou o beijo, simplesmente, mas o "ósculo
santo". Sabemos que santo, palavra descrita pelo termo grego háguios,
refere-se a separado, consagrado. E como tal, em se tratando da referência do
apóstolo ao ósculo, ele quer dizer que este "beijo" deve ser um beijo
santo, um beijo consagrado, um beijo separado. E se o beijo é separado, ele
deve ser em local distinto do que costumeiramente é dado. E se ele é
consagrado, no que tange aos membros constituintes do corpo de Cristo, há uma
relação para associar algo (que no caso é o beijo) exclusivamente à Deus. E
sendo"santo", o ósculo santo está na qualidade daquilo que é livre de
tudo o que é inconsistente com a nomeação: santo. A saudação deve ser "uns
aos outros" (1 Co 16:20). Deste modo, não deve haver restrição quanto aos
sexos na saudação. Todavia, como faz-se notório que o beijar o rosto de um
irmão do sexo oposto, não se está dando atenção a assertiva bíblica
"fugindo da aparência do mal", entende-se que o ósculo deve ser dado
no dorso da mão em virtude do que já foi apresentado, ou seja, um ósculo que é
separado, santo e consagrado.
O ósculo santo foi
introduzido nas Igrejas de Roma (Rm 16:16), Corinto (1 Co 16:20; 2 Co 13:12) e
Tessalônica (1 Ts 5:26), e que este ensinamento, também tornou-se prolífero nos
ensinamentos de Pedro (1 Pe 5:14). Assim, se somos a Igreja de Cristo, a nós,
não pode, de forma alguma, escapar esse mandamento: “Saudai-vos uns aos outros
com santo ósculo. As Igrejas de Cristo vos saúdam” (Rm 16:16); "Todos os
irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo" (1 Co
16:20). Esta saudação santa não está na galeria do costume judeu, visto que ela
é um mandamento para a Igreja. O Livro de Atos, capítulo 1 e verso 2, relata
que, os mandamentos foram dados aos apóstolos pelo Espírito Santo, e, Paulo, o
Apóstolo, em I Co 14:37 declara: “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual,
reconheça que as coisas que vos escrevo são MANDAMENTOS DO SENHOR”. Outrossim,
em Romanos ele diz: "No zelo, não sejais remissos" — isto é, indolente,
descuidado (Rm 12:11).
O
VÉU (I Co 11:1-15)
Tem sido muito
discutido o sentido atual e permanente sobre o uso do véu pelas irmãs no culto;
e, evidentemente, muitos têm procurado se livrar das implicações desta
passagem, tentando alternativas quanto à sua interpretação. Outros ainda
insistem que Paulo estava influenciado pela cultura patriarcal da sua época,
que suas palavras são condicionadas culturalmente, e portanto, inadequadas para
as culturas e sociedades pós - modernas do fim do século XX.
O uso do véu no culto
expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em
particular. Perceba que o versículo diz: " Toda mulher que ora ..."
(1 Co 11:5,6). Por assim dizer, vemos que, no N.T, há admoestação para que a
mulher use o véu no culto em obediência à Palavra de Deus. A Bíblia também nos
admoesta através de Paulo que a mulher, em submissão à Deus, deve trazer sobre
sua cabeça um sinal de poderio "... por causa dos anjos ..." (1 Co
11:10). Naturalmente, a mulher foi criada por Deus sem autoridade (1 Co 11:3),
e difere do homem em imagem e glória em relação ao Criador (1 Co 11:7). A forma
apresentada, biblicamente, para que ela receba de Deus autoridade, em oração ou
profecia, é cobrindo-se com véu. Em 1 Co 11:15, a palavra grega que refere-se a
véu é peribolaion, que por sua vez denota literalmente "véu".
1 Co 11:5,6 deixa claro
que é desobediência a mulher orar sem véu. Ainda no verso 10 está: “Portanto, a
mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos”. Nesse
particular (“...por causa dos anjos”), as Escrituras em nada sugerem que o véu
possa ser substituído pelo cabelo (nos momentos de culto, adoração, oração,
etc), Como a Bíblia não se contradiz, a observação do verso 15, tem haver com o
porte da mulher na sua vida diária, (uso natural): “Mas ter a mulher o cabelo
crescido lhe é honroso...”, onde o véu não é especificamente exigido:
“...porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu”. Precisamos entender que o
nosso Deus está restaurando a sua Doutrina Neo-Testamentária em nossos dias. Se
tratarmos a doutrina paulina acerca do véu, numa sincera análise, veremos que,
por quatro vezes, o Apóstolo Paulo ensina que a mulher ponha o véu (1 Co 11:5;
11:6; 11:10; 11:13). Perguntamos: no versículo 15 o
Apóstolo estaria se contradizendo dos quatros
versículos acima? Querido leitor, quando o Apóstolo Paulo assim se expressou no
versículo 15, ele apenas estava orientando acerca das situações em que a mulher
não necessita colocar o véu, dizendo que neste caso o cabelo o substitui.
Exemplos: a mulher em uma condução, no local de trabalho, etc; em fim, em
momentos em que ela não esteja, especificamente, cultuando ao Senhor.
Fundamentando o que
acabamos de afirmar, valemo-nos do fato de que, embora em I Co 10:27 relate
“...comei de tudo o que se puser diante de vós...”, não significa que devemos
comer sangue e carne de animais sufocados, que são coisas essenciais de que
devemos nos abster (At 15:29). E ainda que, pelo fato de Jesus dizer: “O que
contamina o homem não é o que entra na boca...” (Mt 15:11), não significa que
podemos tomar formicida ou ingerir qualquer outro tipo de substância, que
danifique o nosso organismo; pois entraríamos em choque com 1 Co 3:16,17. Do
mesmo modo, o verso 15 de 1 Co capítulo 11, não anula o véu, visto que o seu
uso se restringe ao momento em que a mulher ora ou profetiza: “Mas toda mulher
que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra ...” (1 Co 11:5).
Segue-se, portanto, que as santas mulheres que servem ao Senhor Jesus, de
acordo com a Sua palavra, usam cabelos compridos, e, ao orarem ou profetizarem
cobrem-se com véu.
O
CORTE DO CABELO
O cabelo quando citado
no NT, falado de forma genérica, é representado pela palavra grega thrix. De
maneira clara, porém, quando Paulo instrui a Igreja de Corinto quanto aos
mandamentos de Deus, ele faz referência, no que tange à mulher, ao seu cabelo
longo, que por sua vez é representado pela palavra grega komê. Segundo o
Strong's Greek Lexicon, esta palavra, especificamente, refere-se a "ter o
cabelo longo". Vejamos o que diz o Easton's Revised Dictionary:
"Entre os hebreus a distinção natural entre os sexos foi preservada pelas
mulheres, pois mantinham o cabelo longo (1Co 11:15a; Lc 7:38). Já quanto aos
homens, eles preservavam o comprimento moderado pelo corte freqüente (1Co
11:14)". E não é só isso. Sabe você o que significava a uma judia ter o seu
cabelo cortado? Segundo consta no dicionário previamente citado, este ato era
símbolo de que a pessoa estava vivendo tempos de aflição (Is 15:2; 22:12; Jr
7:29; Am 8:10), o Easton Revised Dictionary segue dizendo que o "corte do
cabelo" era uma metáfora para a inteira destruição de uma pessoa (Is
7:20). Sob tal afirmação, vimos que ter a mulher o cabelo cortado, simbolizava
a sua presente situação de aflição, pois assim descreve Is 3:17, e que sua
cabeça seria tida por repugnante (tinhosa) quando em tal situação se
encontrasse. Sabemos também, que em
diversos casos Jerusalém é citada, metaforicamente, como uma mulher (Ez 23:4);
pelo que, torna-se inegável através de Jr 7:29, que o cortar o cabelo é coisa
imprópria para uma cristã, visto que o Senhor declara neste versículo que o
cabelo da mulher é "consagrado" (ARA)! Tendo isso em mãos, porque
ainda duvidar dos ensinos do Senhor?
A versão Almeida
Revista e Atualizada diz: "Corta (no original hebraico, gazaz) os teus
cabelos consagrados (heb, nezer)", dando uma melhor tradução neste vs., já
que no original hebraico, há citação do termo nezer que é aplicado várias vezes
na Bíblia em referência à posição de consagração dos sacerdotes ou narizeus. O
Strong's Hebrew Lexicon confirma este significado do termo nezer, acrescentando
que além do significado deste termo no contexto, esta palavra também traz em si
a denotação de coroa, separação, cabelo, consagração.
Mesmo assim, com todo
este acervo de referências bíblicas, muitos por serem incautos (imprudentes) fechados
contra o discernimento, podem argumentar que o Senhor disse "Corta os teus
cabelos...", entretanto, a nós
cabe dizer-lhes que
equivocaram-se ao não fazer uma análise introspectiva da Bíblia, observando o
seu contexto. Isto dizemos pois, da mesma forma que o Senhor disse "porei
em descoberto a tua nudez" (Is 3:17 - ARC) — não querendo dizer que Ele
aprova que a mulher ande nua— mas que Ele a colocaria nesse estado para
humilhá-la visto que as filhas de Sião não mais davam ouvidos à voz do Senhor.
Em Jr 7.29, Ele disse "Corta os teus cabelos consagrados" querendo
dizer pelo contexto do versículo anterior assomado ao posterior que: já que
aquele povo não dava ouvidos à voz do Senhor seu Deus, e não a aceitava no
coração, nem tampouco tinha verdade nos seus lábios, que eles cortassem mesmo o
cabelo, pois assim como os ímpios, alcançariam a perdição se continuassem a
desprezar os mandamentos de Deus bem como a Sua voz. Todas estas palavras, o
Senhor as dava tendo como objetivo fazer com que eles, num futuro próximo, se
voltassem a Ele restaurados. Portanto, dada a explicação, permanece a máxima
bíblica do capítulo 7 e versículo 29 de Jeremias, que nos mostra que como
cristãs, as mulheres têm seus cabelos consagrados perante Deus no dia-a-dia, e
que como tal não deve ser cortado — afirmativa esta que é corroborada em 1 Co
11:15a, onde se diz que é glorioso para mulher ter o cabelo comprido.
O
PORTE DOS VARÕES E DAS VAROAS
As vestes utilizadas na
Bíblia:
Quando o homem e a
mulher pecaram, fizeram "cintas" ou "aventais" para si (Gn
3:7). Na versão da bíblia na língua inglesa a palavra aí encontrada é
"apron". Já no original hebraico a palavra é "khagowr", que
lê-se " khag-or' ". Este foi o tipo de roupa que Adão e Eva, no seu
modo de ver, acharam próprio para se vestirem. Porém Deus, não aprovou este
tipo de vestimenta. Por isso, Ele mesmo demonstrou-lhes qual deveria ser o
molde e tipo de roupa que eles deveriam se vestir: com decência. Isto está
relatado em Gn 3:21, onde vemos que Deus fez uma roupa para eles. Na versão ARC
a palavra que encontramos é "túnica" e na versão ARA encontramos
"vestimenta". Já na versão de língua inglesa, o termo que designa a
roupa específica que Deus lhe vestiu é "coats". Estes termos, sejam
da língua portuguesa ou da inglesa, são palavras que tentam exprimir o profundo
e verdadeiro significado da palavra hebraica encontrada no versículo
21 do capítulo 3 de
Gênesis. A palavra hebraica que aí encontramos é "kethoneth". Segundo
consta no dicionário em português, "túnica" refere-se a um vestuário
comprido e ajustado (coerente, em proporção) ao corpo. Isto mostra-nos que até
o dicionário confirma que "túnicas" eram vestimentas compridas. Mas
há aqueles que desprezam isso. Entretanto, vemos, maravilhosamente, Deus tendo
zelo pela sua vontade e pela decência entre os homens, pois sendo marido e
mulher, os únicos até então no Jardim do Éden, e porque não dizer, no globo
terrestre, fez-lhes uma túnica. Tendo em vista a Sua suprema sapiência, sabendo
do mal que a nudez passaria a causar no mundo, o próprio Deus vestiu Adão e
Eva, e agora, no NT, Ele ordena que todas as pessoas se vistam com pudor e
modéstia (1 Tm 2:9). Vestir-se com pudor, é vestir-se de modo a sentir vergonha
de expor o corpo, e, com modéstia, é apresentar-se sem vaidade.
Nesse tempo em que
vivemos, tempo de apostasia (desvio doutrinário), de que nos fala 1 Tm 4:11 e 2
Tm 4:1-4, o que presenciamos, quase que em sua totalidade, são Igrejas trajadas
de modo imodesto, ou seja, preocupadas apenas em cobrir a intimidade do corpo.
Se precisamos nos conscientizar de que, como cristãos devemos ter vergonha de
expor o nosso corpo e que, biblicamente, ele deve ser "...plenamente
conservado..." (1Ts 5:23), e que também devemos apresentá-lo à Deus em
"...sacrifício vivo, santo e agradável..." (Rm 12:1) e reconhecermos
que o grau de santidade que reclama as Escrituras é "...em toda a vossa
maneira de viver..." (1 Pe 1:15,16), incluindo a nossa forma de vestir,
aparecerá então,na terra, dando sabor ao mundo, a Igreja Gloriosa de que nos
fala Ef 5:27, que tem o testemunho de Jesus.
Em Ap 16:15 temos uma
advertência quanto à iminente volta do Senhor Jesus: " Eis que venho como
ladrão, bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes ...".
A Bíblia diz que o
nosso corpo, é o Templo de Deus, morada do Altíssimo, onde Ele habita na pessoa
de seu Espírito Santo ( 1 Co 3.16,17). Não podemos ser zelosos em parte e em
parte deixarmos a desejar. Em I Ts 5.23 está escrito: "...e todo o vosso
espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados e irrepreensíveis para a
vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". A referência de Ap 16:15 seria apenas
no sentido espiritual (interior)? Veja o que
diz Lc 11:40. Em Rm 6:13 a Escritura nos
chama a responsabilidade, não devemos apresentar os nossos corpos como
"...instrumento de iniquidade", e isto também diz com respeito ao
pecado da lascívia registrada em Gl 5:19, que é a forma sensual humana de se
vestir, provocando aos outros atração sexual, através de roupas indecentes em
que se vê o formato do corpo como nu e ainda roupas muitos apertadas e
decotadas. Seria este o adorno cristão ?
UTILIZAR-SE
DE MAQUIAGEM AGRADA A DEUS?
A referência que
encontramos na Bíblia concernente à pintura, aparece quando se refere a uma
mulher ímpia que serviu para arruinar a comunhão do povo para com Deus. A
pintura aí aparece para ilustrar a qualidade de vida e o estado de espírito de
uma mulher que não temia a Deus, por isso é que ela se utilizava desses
artifícios para seduzir os homens. Para comprovar, veja 2 Rs 9:30 que fala que
Jezabel se pintou em volta dos olhos e enfeitou sua cabeça para seduzir Jeú que
vinha cumprindo a profecia do Senhor com zelo. Fica portanto patente que a
maquiagem serve para ludibriar todo aquele que quer servir ao Senhor, colocando
o homem escravo do que é exterior, expresso por um certo tipo de aparência que
o mundo chama de "beleza". A beleza que o mundo e o coração carnal do
homem quer, não é a que Deus aprova. A beleza da mulher cristã deve ser um
espírito de mansidão, de tranqüilidade e submissão (1 Pe 3.3-5).
A mulher hebréia não se
utilizava de maquiagem porque ela tinha auto estima de si mesma e sabia que se
o marido a escolheu era porque ele se agradava dela e não precisava se
preocupar, à moda pagã, com a beleza exterior. Contudo, as mulheres de outras
nações pagãs, eram ímpias, se enfeitavam e se maquiavam para atrair os homens. Isto
revela o quanto estas se mostram vazias em si mesmas, não se saciam e cada vez
mais se afundam na sedução e descambam para a prostituição. Quando as mulheres
se maquiam é para ganharem favores dos homens e fazer com que eles façam a sua
vontade, como Jezabel fazia com Acabe e tentou fazer com Jeú, é o que elas
tentam fazer.
A maquiagem não era um
costume das mulheres hebréias, antes porém, era um costume das nações
circunvizinhas à Israel e das demais que serviam a outros deuses. Se
porventura, algumas hebréias se utilizaram da maquiagem foi por causa dos
momentos em que o povo de Deus também passou a servir outros deuses. Jezabel
foi uma das que influenciou as jovens daquela época a se espelharem nela, e a
serem "mandonas no marido", a conquistarem "qualquer coisa com
sedução" (I Rs 21.25). Sabes quem Jezabel era? Ela era filha de um rei
sidônio, era adoradora devota de baal (I Re 16:31) por isso, induziu seu
recém-marido, Acabe, a levantar um altar a outro deus, contrariando a ordem de
Deus dada aos seus antepassados. Vemos além disso, que Jesus faz uma comparação
de uma mulher existente na Igreja em Tiatira com a postura de Jezabel. Nesta
Igreja, a esta mulher era dada autoridade até para ensinar, coisa que Jesus
condena (Ap 2:20). Ela ainda seduzia os demais membros a perverterem suas
condutas caindo, assim como ela, em prostituição. Em Ez 23:40 vemos o Senhor
relatando a perversão espiritual de Samaria e Jerusalém, dizendo que elas por
amores, coloriram seus olhos e se ornaram de enfeites. Novamente, em Jr 4:30,
vemos o Senhor criticando o adorno com enfeites, o alargamento dos olhos com
pinturas. Ele diz: "...Porque fazes assim?" Será que não é quanto a
isso que o Apóstolo Pedro, já avançado em anos, por volta de 60 a 68 d.C
escreveu em 1Pe 3:3?
E
QUANTO AOS PINGENTES, BRINCOS, E DEMAIS PENDENTES?
Ismael e Isaque eram
irmãos por parte de pai. Isaque era o filho da promessa, porém Ismael era o
fruto de uma ansiedade e precipitação. De Isaque descenderam os israelitas, já
de Ismael os ismaelitas. O povo ismaelita, era um povo que descendia de Hagar,
a egípcia, com Abrão. Sabe como eles se portavam? Eles se portavam com argolas
de ouro, ornamentos em forma de meia-lua (Jz 8:24-27). É justamente por causa
destes ornamentos que houve influência espiritual para que todo o povo de
Israel enveredasse pelo mesmo caminho dos ismaelitas, ou seja, a prostituição.
A palavra hebraica que denota "ornamentos de meia-lua" ou
"luetas" (Jz 8:26; Is 3:18) é sahar'on. Zeba e Zalmuna, como reis
midianitas, também se utilizavam dessas "luetas" (Jz 8:21). Quanto às
jóias utilizadas como pendentes, encontramo-na em (Jz 8:24-26; Os 2:13, etc.) e
é representada pela palavra hebraica nezem. O quadro gerado por Arão em seus
dias foi o mesmo que Gideão executou ante os homens de Israel. A única
diferença é que nos tempos de Arão, o povo trazia ainda em si argolas de ouro
(Ex 32:2-4) visto que as tinham despojado dos egípcios em sua saída do Egito
(Ex 11:2; 12:35,36) e agora, nos dias de Gideão, o povo não mais assim
procedia, ou seja, utilizando-se de argolas. Mas, ao pedir do despojo:
"dai-me vós cada um as argolas de ouro" é explicado que assim dizia,
pois eram os ismaelitas que tinham as argolas de ouro; isto está muito claro no
versículo 24 de Juízes 8 onde se diz: "tinham argolas de ouro, pois eram
ismaelitas". A exatidão e similaridade entre os quadros que distam
aproximadamente 600 anos, encontramo-la em Ex 32:4 e Jz 8:27. Ambos, Arão e
Gideão, por seus erros fizeram o povo de Israel contrariar a vontade de Deus.
Em metáfora à degradação
espiritual, as filhas de Sião foram descritas como altivas, mulheres que
andavam de pescoço emproado (vaidoso), com olhares impudentes, e ao andar, vão
como que dançando, cascavelando (fazendo tinir os ornamentos) com os pés (Is 3:16 — ARA e ARC).
Examinando em cada
detalhe, o ensino deixado no novo concerto, o Novo Testamento, no que se refere
a 1Pe 3:3, gostaríamos de destacar as palavras "adorno",
"frisado de cabelo", "adereços" e "aparato".
Estas se buscadas, quanto ao seu significado percebemos que:
1) adorno significa: ornato, enfeite
2) frisado de cabelos significa: cabelo encaracolado
artificialmente
3) adereços de ouro significa: enfeite, ornamentos de ouro
4)
aparato de vestuário significa: ostentação, pompa ou esplendor de vestuário.
Pedro está dizendo que
a beleza da esposa deve estar não no que é exterior, mas no interior, visto que
isto é de grande valor perante Deus. Muitos se utilizam, como refúgio, da
história de Ester para basear a liberdade que, segundo eles, a mulher cristã
tem de se embelezar bastante. Contudo, percebemos que esta falácia se dá pelo
fato de que tais instigadores não se apropriam do contexto bíblico presente
neste fato. O contexto bíblico nos informa que o homem a quem Ester tinha que
se apresentar era um homem ímpio, rei de um grande império; e ela, como
escrava, tinha que se submeter a ordem do rei que impunha o seu embelezamento
com especiarias, mirra e ungüentos em uso entre as mulheres daquele império (Et
2:12). Sendo assim, este fato não pode ser tomado como regra, pois ela passou
por esta situação sem impulso próprio; ela foi levada a esta situação. Além do
mais, ela tinha que assim se embelezar para agradar os olhos de um rei ímpio.
Situação esta, que é bastante diferente para ser encaixada como coerente(ou
equivalente) no arraial evangélico, onde, geralmente, marido e mulher são
evangélicos. Portanto, a situação de Ester não é, de maneira nenhuma, trampolim
para uma atitude de incoerência com 1 Pe 3:3.
BATISMO
COM ESPÍRITO SANTO
O evento do batismo com
Espírito Santo não deveria ter surpreendido, nem confundido os estudantes das
Escrituras, pois o mesmo já era uma bênção prometida, relacionada com o plano
de salvação em Cristo, e fora predito por Joel, Isaías, João Batista e Jesus.
Foi à profecia de Joel
que Pedro se referiu no Dia de Pentecostes, para explicar às multidões o
fenômeno que então ocorria (At 2:16-18; Jl 2:28,29). Cerca de cem anos após
Joel, Isaías também profetiza a este respeito (Is 32:15; 44:3). Também João, o
precursor de Jesus, vaticinou que viria um maior do que ele que batizaria com
"Espírito Santo e com fogo" (Mt 3:11). Explicando "... e com
fogo". De acordo com o Novo Testamento Interpretado Versículo por
Versículo – autor Russel Norman Chaplin, Ph. D.) A interpretação mais aceita é
de que o fogo do vs. 11 indica o caráter do batismo com o Espírito Santo. O
modo como ele veio no Pentecoste foi como vento, e quanto aos seus efeitos
seria isso a purificação do povo de Deus (na qualidade de fogo produziria a
purificação) e a transmissão de poder (usando a força do fogo). Temos, pois,
uma dupla referência aos efeitos do fogo. O primeiro, de limpar, de purificar o
bem, o outro de destruir o mal. Em Jo 1:33 lemos: “E eu não o conhecia, mas o
que me mandou a batizar com água, esse me disse: sobre aquele que vires descer
o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo”.
Jesus não somente predisse, mas prometeu que enviaria o Espírito Santo de modo
especial (Jo 14:16,17). Após ressuscitar disse Jesus aos seus discípulos:
“...ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de
poder” (Lc 24:49). E mais: "vós sereis batizados com o Espírito Santo, não
muito depois destes dias" (At 1:5). Momentos antes de subir para o céu,
nosso Senhor Jesus Cristo ratificou essa promessa: "mas recebereis poder,
ao descer sobre vós o Espírito Santo" (At 1:8).
É clara a declaração do
batismo com Espírito Santo, veja mais exemplos: At 2:1-4; 19:1-6; 8:14-17;
10:44-46, etc. De acordo com o que lemos, podemos entender que o batismo com
Espírito Santo não foi uma experiência única no Dia de Pentecostes, como alguns
afirmam. Mas, ao contrário, o Senhor Jesus continua batizando! Como esperança
para as gerações que adviriam, Ele disse: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar
boas dádivas a vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo
aqueles que lho pedirem?"(Lc 11:13).
FRUTO
DO ESPÍRITO SANTO
Com muito temor, nos
propomos considerar este assunto; visto que não poderíamos abordar propriamente
a atuação do Espírito Santo na vida do crente sem dar atenção especial ao fruto
do Espírito. Uma vez absorvido, e no transcurso de seu exercício, o fruto é do
homem para Deus; enquanto que os dons são de Deus para o homem. Todo Dom
perfeito vem do alto e o Senhor os distribui como quer, mas o fruto do Espírito
é cada um que produz, mediante o Espírito Santo.
O homem, uma vez
regenerado, nascido do Espírito (Jo 3:16) é filho de Deus (Jo 1:12), permanece
nele a divina semente (1 Jo 3:9), tornando-se participante da natureza divina
(2 Pe 1:4). Se continuar andando no Espírito (Gl 5:16), dará fruto do Espírito.
Nisto é glorificado o
Pai.
Assim, os dons do
Espírito não poderão ser exercidos legitimamente, através da vida de um crente
que não manifesta o fruto do Espírito, evidenciado através das virtudes, que
são:
AMOR
Em sua raiz grega, há
várias designações para "amor".
a) Eros é o amor instintivo;
b) Storge é o amor afetivo ou doméstico; c)
Fíleo é o amor fraternal e;
d)
Ágape é o amor divino, o amor que só ao novo homem é possível revelar.
Todos os tipos de amor
supracitados, exceto o ágape, são pertinentes ao homem natural, cabendo pela
intimação bíblica ao novo homem demonstrar além destes, o amor ágape, o amor
que Cristo demonstrou por nós (Ef 5:25b). O amor a que Jesus se refere como
mandamento é o ágape, o amor que Deus nos transmitiu e que, através de conhecer
ao Senhor (Os 6:3; Jo 17:26), nos é disponibilizado. O amor é prova do
verdadeiro discipulado (Jo 13:35), do verdadeiro serviço (Jo 21:16). Esse amor
é um amor que valoriza e estima, um amor sem "segundas intenções",
pronto para servir. O amor ágape é prova da realidade da nova vida (1Jo 3:14) e
de que tal homem conhece a Deus (1Jo 4:20). O amor é a maior das virtudes do
fruto do Espírito.
ALEGRIA
A palavra alegria, que
refere-se ao termo grego khara significa: contentamento, gozo, tranqüilidade.
Esta alegria não tem origem no que é natural, nem é derivado das circunstâncias.
Esta alegria é constante, e faz o coração elevar-se em exultação à Deus, mesmo
em meio a tristezas e mágoas. Suas raízes estão em Deus e nos vem como
resultado de nossa obediência aos mandamentos divinos. "Tenho-vos dito
estas coisas para que meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja
completo" (Jo 15:11). Em seus dias aqui na terra, os discípulos
transbordavam de alegria e do Espírito Santo (At 13:52) e tinham seus corações
cheios de alegria e fartura (At 14:17). O reino de Deus é alegria no Espírito
Santo (Rm 14:17). Portanto, a alegria como uma das virtudes distintas do fruto
do Espírito, é a alegria de Jesus operante na vida do crente.
PAZ
No hebraico, paz
significa, primariamente, inteireza e tem correspondência com a completude, a
perfeição e interinidade. O grego assoma que eirene significa relações
harmoniosas entre os homens. O português vem trazendo a declaração de que paz
significa concórdia, descanso, sossego, ausência de hostilidades. O Senhor
ordena os discípulos a "terem paz"[eireneuõ] uns com os outros e
gentilmente reprova seus desejos ambiciosos (Mc 9:50). Em 2 Co 13:11, é
traduzido por "vivei em paz", uma exortação geral aos crentes. Em 1
Ts 5:13, "tende paz(entre vós)". Eirenikos, cognato de eirene, denota
"pacífico", sendo usado em alusão ao fruto da justiça (Hb 12:11),
porque é produzido em comunhão com Deus Pai, mediante Sua disciplina. Assim o
desejo do cristão para com os demais irmãos deve ser o que está escrito em Rm
15:13 e 2 Ts 3:16. Tendo também, o dever de anunciar o que acontecerá em breve
(Rm 16:20), produzir os frutos do Espírito (Gl 5:22), preservar a unidade (Ef
4:3) e proporcionar com obras, paz aos outros (Tg 2:16), pois é a paz que
semeia o fruto da justiça (Tg 3:18).
LONGANIMIDADE
Longanimidade significa
suportar as ofensas. No grego, é representada pela palavra makrothumia
denotando paciência, clemência, indulgência, resignação. Longanimidade é a
qualidade de autodomínio em face da provocação que não retalia impetuosamente
ou castiga prontamente; é o oposto de raiva, e está associado com a
misericórdia. A paciência é a qualidade de quem não se rende às circunstâncias
ou sucumbe sob às provas; é o oposto de desalento e está associado com a
esperança (1Ts 1:3). Da longanimidade, todos dependem dela quando são
contemplados pela benevolência de outrem, mas nem todos demonstram a mesma
paciência para com os outros. Longanimidade é uma santa capacidade de esperar
que Deus, a Seu tempo, agirá em defesa da justiça do Seu povo. A instrução que
nos é dada em Tg 1:19, mostra qual tipo de paciência devemos ter: "...todo
homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se
irar".
BENIGNIDADE
E BONDADE
Destacaremos duas
palavras gregas: agathosune e krestos. Agathosune refere-se à bondade no prisma
da virtude e beneficência. Krestos refere-se à moralidade de excelência, seja
no caráter ou na personalidade. Ambas palavras portuguesas, têm sentido
aparente. Tanto benignidade quanto bondade falam da capacidade de se
identificar com pessoas em suas alegrias e tristezas. Vejamos este princípio
espiritual nas palavras do apóstolo Paulo: "Alegrai com os que se alegram,
chorai com os que choram" (Rm 12:15). O apóstolo diz em Gl 6:10 "Por
isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente
aos da família da fé". Paulo, discursando, tinha por certeza que os irmãos
estavam possuídos de bondade (Rm 15:14). O fruto da luz consiste em toda
bondade (Ef 5:8,9). E esta virtude nos é posta para cultivo, visando: estarmos
revestidos de bondade (Cl 3:12).
FIDELIDADE
Fidelidade representa
convicção moral; seja esta de uma verdade religiosa, de uma verdade de Deus ou
de um ensinamento religioso. A palavra grega que aparece em Gl 5:22, para
denotar fidelidade é pistis, que também denota fé.
Aquele que é fiel a uma
pessoa ou a uma causa, é uma pessoa que se manterá em fidelidade até a morte.
Isto é o que significa ser fiel e leal a Cristo. Um ser humano fiel é uma
raridade, por isto pergunta Salomão: "...mas o homem fiel, quem o
achará?" (Pv 20:6 - ARC). Em Colossos havia irmãos santos e fiéis a Cristo
(Cl 1:2), bem como em Éfeso (Ef 1:1). A nós é colocada esta responsabilidade,
visto que somos despenseiros no Reino de Deus e devemos estar imbuídos neste
propósito para que sejamos encontrados fiéis (1 Co 4:1,2); pois o ministro deve
estar apegado à palavra fiel — que é segundo a doutrina — para que tenha poder
tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem
(Tt 1:9). Tíquico era um fiel ministro de Deus (Ef 6:21; Cl 4:7,8), Epafras
também (Cl 1:7), Onésimo era um fiel e amado irmão (Cl 4:9), Silvano da mesma
forma (1 Pe 5:12). Às mulheres também se faz necessário essa qualidade (1 Tm
3:11; Rm 16:3, 4, 6). Pois o homem fiel será recompensado: "...Sê fiel até
a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Ap 2:10c).
MANSIDÃO
A palavra grega que
denota mansidão é praotes e fornece-nos o sentido de submissão, mansidão,
humildade. Mansidão é humildade, primeiramente diante de Deus e em segundo
lugar, diante dos homens. É basicamente sobre isso que Pedro aborda em 1 Pe
3:4. O segredo na conquista da humildade é reconhecer que nós, juntamente com
os demais homens, somos culpados diante de Deus, e por isso mesmo carentes da
Sua misericórdia e perdão. A instrução de Paulo em Tt 3.2 : "não difamem a
ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia
para com todos os homens". A maior prova e incentivo a sermos, realmente,
mansos são as palavras Daquele que sendo Deus, humilhou-se. É aprendendo com
Ele que encontraremos descanso para nossas almas (Mt 11:29). Não esqueçamos que
Jesus, em sua majestade, cavalga vitoriosamente (guerreia) pela causa da
verdade, da mansidão e da justiça (Sl 45:4).
DOMÍNIO
PRÓPRIO
Jesus foi um exemplo
perfeito de domínio próprio. No grego, a palavra que é representativa a esta virtude é egkratéia.
Este termo nos dá o sentido de: ser temperado, comedido, moderado. É o
exercício de conter a si mesmo. Este era um dos tópicos do assunto de Paulo à
Félix (At 24:25). Pedro também aborda sobre este assunto, dizendo que a prática
progressiva das graças cristãs promove este resultado (2 Pe 1:6). Paulo inclui
esta virtude, este fruto do Espírito, no percurso do atleta que deseja alcançar
a coroa incorruptível (1 Co 9:25) e como dever do ministro (Tt 1:8). Quanto a
este fruto, nos é dito que "melhor é o que domina o seu espírito do que o
que toma uma cidade" (Pv 16:32b). Homens sem domínio de si, é o quadro dos
últimos dias (2 Tm 3:1-4).
Em síntese, o fruto do
Espírito é tal que este se reflete da seguinte forma: "E os que são de
Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gl
5:24).
DONS
DO ESPÍRITO SANTO
Você chegou a um ponto
que merece ser estudado e aprendido. Leia o que diz o apóstolo Paulo: "A
respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes"
(1 Co 12:1).
Que entendemos por
dons? Antes de tudo é necessário definirmos o termo dons. A palavra grega
karisma, não é encontrada em nenhum dos evangelhos, nem em Atos, mas somente
nas epístolas. Esta palavra significa literalmente habilitação do favor e da
graça de Deus. É com este sentido que a palavra é usada em 1 Co 12:31, onde
Paulo diz: "Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons". É bom
notarmos que há outros dons além dos nove mencionados em 1 Co 12:7-11. Veja Rm
12:3-8; Ef 4:7-11. Os 9 dons espirituais de 1Co 12:8-11 são: palavra de
sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operações de milagres,
profecia, discernimento de espírito, variedade de línguas e dom de
interpretação das línguas. Na referência de Rm 12:6-8 esse leque se estende
para: dom de ministério (serviço), dom de ensino, dom de exortação, dom de
contribuição, dom de presidência e dom de misericórdia. Os dons espirituais são
sempre algo sobrenatural. O alvo final de Deus, na concessão da graça e dos
dons a cada um de nós é: a unidade da fé e o pleno conhecimento do Filho de
Deus (Ef 4:13a); a perfeita varonilidade, a prudência (Ef 4:13b,14); sermos
seguidores da verdade em amor e cooperadores (Ef 4:15,16).
PALAVRA
DA SABEDORIA (logos sofías)
O Dom da Palavra da
Sabedoria se baseia no fato de que Deus, na Sua presciência, tem perante si
fatos e ocorrências da terra e céu, do presente e do futuro, do tempo e da
eternidade. Deus é consciente tanto das coisas que acontecem no presente como
das que acontecerão num futuro mui distante. Esse conhecimento, inclusive do
infinito, é realmente a expressão da sabedoria de Deus, que por sua vez é
comunicada pelo Espírito Santo a certos servos de Deus, através do Dom da
Palavra da Sabedoria.
O cristão pode obter a
sabedoria divina através do estudo cuidadoso das Escrituras, ouvindo mensagens
inspiradas ou lendo obras escritas por homens de grande cultura espiritual, mas
a Palavra da Sabedoria é dada sobrenaturalmente.
No Novo Testamento este
Dom se manifesta de maneira ampla, manifestamente no ministério de Jesus.
Manifestou-se quando Ele confundiu os seus opositores na questão acerca do
batismo de João (Mt 21:23-27). Quando seus adversários pretendiam surpreendê-Lo
no caso do pagamento de impostos a César (Mt 22:17-22).
Jesus também prometeu
aos seus discípulos: "porque eu vos darei boca e sabedoria a que não
poderão resistir, nem contradizer..." (Lc 21:15). A razão, disse o mestre:
"Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que
deveis dizer" (Lc 12:12).
Palavra da Sabedoria é,
portanto, a participação parcial da infinita sabedoria de Deus, dada a conhecer
através da instrumentalidade de um cristão, para a solução de problemas.
PALAVRA
DO CONHECIMENTO (logos gnóseos)
A definição da
"Palavra do Conhecimento" envolve uma implicação sobrenatural de
fatos que, no momento, nenhum indivíduo poderia aprender por qualquer meio
natural. Palavra do Conhecimento é a revelação de ações e fatos que se baseiam
no perfeito conhecimento de Deus.
À semelhança da Palavra
da Sabedoria, a origem deste Dom é a onisciência de Deus, um dos seus atributos
divinos. A palavra tem numerosas instâncias pelas quais os homens recebem
conhecimentos de fatos que deveriam vir ao conhecimento humano, tão somente
através de um Dom sobrenatural.
Exemplos desse Dom
vemos quando Jesus soube que Natanael estivera debaixo da figueira (Jo 1:48);
sabia da condição moral e espiritual da mulher samaritana (Jo 4:18,19); revelou
que Lázaro estava morto (Jo 11:11-14).
Muitos estudiosos
acreditam que a Palavra do Conhecimento estava especialmente relacionada com o
ministério de ensino, na Igreja primitiva. Mas você não deve pensar que isto
refere-se à habilidade natural de análise lógica e de exposição. A
"Palavra do Conhecimento" é sempre resultado da manifestação do
elemento sobrenatural. As faculdades mentais são úteis ao trabalho, mas a
"Palavra do Conhecimento" vem por concessão, por intermédio do
Espírito Santo.
DOM
DA FÉ (pistis)
Este é um Dom fundamental,
pois ele é necessário para a manifestação dos dons de curar e de operação de
milagres. Esta fé como Dom é diferente da fé natural (que implica uma
disposição de alma para confiar noutra pessoa ou algo) e da fé comum (aquela
que diz respeito ao crer para a salvação).
A partir da definição
acima e através da referência de Rm 1:19-23, com o tipo de fé natural, o homem
pode crer acertada ou erradamente nas coisas espirituais. O tipo de fé comum é
a fé que opera para a salvação (Jd 3), vem pela pregação e traz a pessoa a
graça salvadora (Rm 10:17; Ef 2:8); mediante a oração no Espírito Santo, toma o
caráter de "fé santíssima" e torna-se a firmeza do crente (Jd 20).
Não é especificamente a fé que opera milagres. Em algumas edições da Bíblia é designada
como parte do "fruto do Espírito" que é precisamente a fé que nos
constrange à fidelidade a Deus (Gl 5:22,23). A fé comum é evidenciada na
prática pela submissão à Deus e pelo exercício de boas obras ou pela obediência
a Deus (Lc 17:5-10; Tg 2:14-26).
É claro que toda fé é
Dom de Deus, mas há a fé sobrenatural, que pode partir do nível natural,
exceder os limites do comum a todos os que crêem, tornar-se mais e mais
poderosa mediante as bênçãos recebidas como resposta às orações, e chegar às
culminâncias da definição bíblica: "... Sol, detêm-te em Gibeom, e tu,
lua, no vale de Aijalom..." (Js 10:12,13).
A fé tem dimensões
definidas: fé pequena (Mt 14:31); fé crescente (2 Ts 1:3); fé, como grão de
mostarda (Lc 17:6); fé grande (Mt 15:28). O Dom da fé habilita o crente a
aceitar como realidade todas as promessas de Deus e agir na certeza plena de
que Deus vai cumprir Sua Palavra. É desse tipo de fé poderosa e dinâmica, que
necessitamos tremendamente em nossos dias; fé que domina todo poder do inimigo
e liberta os prisioneiros do diabo; fé que vence o poder das doenças e
enfermidades, etc. Isto é o trabalho sobrenatural do Espírito Santo.
DONS
DE CURAR (karismata iamáton)
Este poder não deve
faltar no meio dos eleitos. É, muitas das vezes, pelos sinais, que as almas se
apercebem da seriedade e do poder da Palavra de Deus. Jesus, enquanto aqui
esteve, realizou inúmeras curas (Mt 4:23,24; Mt 9:35) e disse que nós faríamos
coisas ainda maiores do que Ele fez (Jo 14:12-14). Felipe pregava (At 8:5), mas
foi devido aos sinais que o povo passou a considerar o que ele dizia (At 8:6).
Felipe era Judeu, e eles, samaritanos. Todavia, com o manifestar do poder de
Deus entre eles, os samaritanos se quebrantaram, e houve muita alegria (At
8:7,8). Por isso, é muito importante que os sinais sigam aqueles que crêem em
Jesus Cristo como seu Salvador.
É preciso que o poder
do Senhor esteja conosco para curar (Lc 5:15-17). A cura é cumprimento da
profecia! (Mt 8:16,17). Um ensinamento riquíssimo que encontramos em At 9:34 é
que Pedro disse: "Jesus Cristo te cura". É bom que esta seja a forma
de proclamar-se a cura com fé. Um dado importante para que a cura seja
efetivada é que o necessitado tenha fé suficiente para ser curado (At 14:9),
bem como o que levanta a oração "e a oração da fé salvará o
doente..." (Tg 5:15).
Em todos os casos de
cura, o Senhor nos ensina uma lição. Ele quer que a nossa fé seja fundamentada
em Sua Palavra e não apenas em sinais e maravilhas que podemos ver com os olhos
físicos. Duas ocorrências do ministério de Jesus podem elucidar bem este
ensino: "...Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum
crereis" (Jo 4:48). Em contraste com este exemplo de incredulidade, lemos
as palavras do centurião de Cafarnaum: "... dize, porém, uma palavra, e o
meu criado sarará..." (Lc 7:7). O cristão precisa ter perfeitamente em
mente que Jesus, ao morrer no calvário, estava levando sobre si todas as nossas
enfermidades, e que portanto temos o direito por Ele concedido, de lhe
rogarmos, quando necessário, humildemente que cure determinada pessoa, pois Ele
mesmo disse o que está relatado em Mt 21:22 e Mc 11:23.
DOM
DE OPERAÇÃO DE MILAGRES (energuémata dunámeon)
A operação de milagres
é outro Dom de poder. É tão estupendo que torna-se inconcebível à mente finita
do homem. Muitos
podem achar que cura e milagre são exatamente a mesma coisa, mas, na Bíblia,
vemos uma clara distinção entre ambas, apesar de uma cura ser um milagre. Cura
se restringe ao corpo, a aspectos de saúde; já a atuação de um milagre não se
restringe ao corpo, mas a isso se transcende e pode ser aplicado em diversas
situações. Na citação detalhada de Paulo em 1Co 12:28, onde se aborda parte por
parte as funções que Deus designou a uns e a outros, vemos que há diferença
entre aqueles que tem "dons de curar"e aqueles que são
"operadores de milagres". Isto é novamente reforçado em 1 Co 12:9,10.
A Bíblia é o Livro dos
Milagres; de fato, a sua perpetuação através dos séculos seja talvez o maior
milagre. No AT, Deus, por intermédio de Moisés, operou grande milagre: a
separação das águas do Mar Vermelho (Ex 14:21,22); Deus operou o milagre do
maná ao povo no deserto (Ex 16:14,35); também por intermédio de Elias, Deus
operou grande milagre, mandando descer fogo do céu por duas vezes (1 Rs
18:36-38; 2Rs 1:10-15); Elias profetizou que não choveria, e não choveu (1 Rs
17:1,7); orou para que chovesse, e choveu (1 Rs 18: 41-46). Com a benção de
Deus, Eliseu tocou nas águas do Rio Jordão e pôde atravessar a pés enxutos ao
outro lado (2 Rs 2:13,14), etc. No NT, vemos Jesus acalmando a tempestade (Mt
8:26); fartando a multidão faminta no deserto (Jo 6:9-14); ressuscitando mortos
(Jo 11:43,44); restituindo a visão aos cegos (Mt 20:34), etc. Pela oração, da
Igreja, Pedro foi liberto da prisão sem qualquer intervenção humana (At
12:5-12).
A constante atividade
de satanás neste dias, requer da parte da Igreja o crescimento na fé e mais
poder para que o estandarte da Igreja — que é Jesus — possa ser propagado, com
prodígios, pelos quatro cantos da terra. O incentivo para buscarmos esse Dom
está no fato de que Jesus era e continua sendo um "operador de
milagres" (At 2:22), e Ele mesmo prometeu que este sinal seguiria aos que
cressem (Mc 16:17,18). E é Ele que, através do Espírito Santo, distribui este
Dom do alto (Hb 2:4). Não se deve nunca, portanto, acomodar-se ou sentir-se
como se "já não vemos mais os nossos sinais" (Sl 74:9- ARC). Que
Deus, na Sua infinita graça, levante homens nos dias atuais, bastante humildes
e consagrados, que possam ser usados no exercício deste maravilhoso Dom do
Espírito.
DOM
DE PROFECIA (profetéía)
O Dom de Profecia se
manifesta mediante o "falar na própria língua sob a inteira unção do
Espírito Santo". Uma pregação pode ter um elemento profético, mas Dom de
Profecia é inteiramente diferente da pregação. Entretanto, muitos ensinam que
Dom de Profecia é pregação. Isto não é verdade. Embora possa haver profecia na
pregação, e possa acontecer que alguém profetize sem o saber (Jo 11:51). Quanto
à pregação, quando lemos o discurso que encontramos em At 7, podemos ter uma
idéia do conhecimento que Estevão tinha da história de Israel; e ele lançou mão
desse conhecimento na entrega da mensagem. Também no discurso de Paulo que está
em At 17:22-31, fica patente o uso do raciocínio. Entendemos que isto é
pregação. Dom de Profecia, contudo, é algo diferente. Pois na profecia, a
mensagem que o profeta recebe, por inspiração de Deus, é uma mensagem de que
antes não tinha conhecimento (At 21:10,11; Lc 1:41-45), e a entrega, como arauto
do SENHOR QUE FALA. A mente funciona apenas no sentido de “tomar conhecimento
do fato”. A verdade é que: pregação é uma coisa e profecia é outra.
É bom tomarmos o
cuidado e prestarmos a atenção no fato de que a profecia não tem a finalidade
de estabelecer normas. A Bíblia é quem dita as normas. É interessante
observarmos também que: em nenhum lugar do Novo Testamento há indicação de que
a ocupação dos profetas na Igreja se deu de forma que lhe serviram de guia,
como os profetas dirigiam Israel na antigüidade, por um regime de
"consultas ao Senhor". Nem mesmo o profeta Ágabo proferiu palavra de
direção normativa; antes, o modo de proceder ficou a critério da Igreja. Ágabo
limitou-se a predizer as tribulações que sobreviriam à Paulo em Jerusalém.
Quanto aos conselhos para que o apóstolo "não subisse a Jerusalém"
(At 21:12), o escritor Lucas deixa bem claro que procediam dele e dos demais
amigos de Paulo: ".. rogamo-lhe..". Não duvidamos que Ágabo, na
qualidade de amigo de Paulo, concordasse em aconselhá-lo a evitar a ida a
Jerusalém. No entanto, prevaleceu a decisão de Paulo e por fim concordaram com
ele, dizendo: "...faça-se a vontade do Senhor!" (At 21:14).
Certamente, Ágabo não ficou ressentido, atribuindo ao apóstolo uma atitude
rebelde. Mas, como profeta que realmente era, sabia que a missão que lhe fora
dada pelo Espírito Santo era apenas predizer o que aconteceria a Paulo (At
21:27), não para que este fugisse à determinação de Deus a seu respeito (At
23:11), mas para que Paulo se preparasse para aquela fase perigosa do seu
ministério. Mediante as palavras do apóstolo Paulo em At 21:13, entendemos que
o propósito da profecia foi alcançado. Veja que antes, Paulo resolveu, em seu
espírito, ir a Jerusalém (At 19:21). E isto estava nos propósitos de Deus (At 23:11).
Para finalizar este
assunto, infelizmente existem aqueles que apesar de várias passagens indicarem,
inegavelmente, a importância dos dons no seio da Igreja, negam a atualidade dos
dons, invocando 1 Co 13:8, que diz: “...havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas cessarão ...”. Na verdade isto ocorrerá, segundo o versículo
10, somente quando “...vier o que é perfeito”. “Porque, em parte, conhecemos e,
em parte, profetizamos” (v.9). Hoje “...vemos por espelho em enigma, mas então
veremos face a face...” (v.12). Assim, enquanto existir sobre a terra a Igreja
militante, haverá dons espirituais.
DOM
DO DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS (diakrísseis
pneumaton)
Deve ser acentuado que
a operação deste Dom, como de todos os outros, está no domínio do sobrenatural.
O sentido etimológico da palavra é, literalmente, "julgar
perfeitamente". Em relação às ações puramente naturais dos homens, isto
significaria simplesmente habilidade natural, mas para julgar os espíritos
precisamos ser ajudados por Deus.
Este Dom é fundamental
na Igreja do Senhor Jesus. Sabemos que o inimigo domina as pessoas incrédulas
(2 Co 4:4), e satanás pode usá-las para atacar e enganar qualquer que esteja
desprovido de discernimento espiritual. Daí a importância de nos apercebermos, hoje, da necessidade
desse Dom, visto que muitos cristãos estão visivelmente desapercebidos quanto a
fatos do reino espiritual. Pois sabemos que, em qualquer situação, somente um
dos três Espíritos pode agir: O Espírito Santo, o espírito humano ou o espírito
do mal. O Dom do discernimento de espíritos nos habilitará a conhecer o
espírito que opera (1 Jo 4:1).
Um dos exemplos desse
Dom é o caso em que Pedro denunciou a Simão, o mágico, sendo este desmascarado
diante da manifestação do Dom de discernir (At 8:21-24). Pedro pôde discernir
que o espírito que influenciava a Ananias era o de falsidade (At 5:1-5). Paulo
discerniu que Elimas era "filho do diabo" (At 13:6-12). Noutra
ocasião, em Filipos, Paulo desmascarou o demônio, um inimigo disfarçado, e
expulsou-o (At 16:16-18). Ver 1 Tm 4:1.
DOM
DE LÍNGUAS (guéne glóssôn)
A manifestação das
línguas estranhas, como evidência física inicial do batismo com o Espírito
Santo, torna-se inegável se a estudarmos à luz da Bíblia, da lógica e da
história da Igreja.
Numerosos pais da
Igreja, mesmo depois do primeiro século, falam deste fenômeno comumente
referido como a "glossolália". Irineu, discípulo de Justino, e este anteriormente discípulo de João,
escreveu a seu tempo: "Temos em nossas Igrejas, irmãos que possuem dons proféticos
e pelo Espírito Santo falam toda classe de idiomas".Agostinho, escreveu no
século IV: "É de esperar-se que os novos convertidos devem falar em novas
línguas". A respeito de Lutero, o grande reformador alemão, lê-se na
história da Igreja alemã: "O Dr. Martinho Lutero foi um profeta,
evangelista, falador em línguas e intérprete, tudo em uma só pessoa, dotado em
todos os dons do Espírito"
Silveira Bueno, em seu
dicionário, define a palavra glossolalia como: "Dom sobrenatural de falar
em línguas, como se deu com os apóstolos no Dia de Pentecostes". Segundo o
que lemos em At 2:4-13, e experiências atuais, entendemos que Deus pode usar
seus servos, para falar na língua dos ouvintes — embora isto raramente aconteça;
e aconteça quanto menos se espera. Seja nesse caso ou como em 1 Co 14:2, o Dom
é sempre algo sobrenatural.
A Bíblia nos diz que o
"falar em línguas" é "inferior" ao Dom de profecia visto
que "não edifica a Igreja", não é dito de forma inteligível. Por
outro lado, o Dom de línguas, quando acompanhado de interpretação, se torna
superior ao Dom de Profecia, visto que edifica a Igreja, pois a Bíblia diz:
"salvo (exceto) se as interpretar, para que a Igreja receba
edificação" (1 Co 14:5b).
Há quem diga que, onde
a Bíblia diz "em línguas", deve se entender somente língua de outros
povos; mas, em 1Co 14:2, é dito que: "quem fala em línguas não fala aos
homens, mas a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala de
mistérios". Ao dizer "ninguém o entende", se enuncia que mesmo
que se uma multidão composta de pessoas de diversas nações presenciassem este
fato específico, não compreenderiam o que se diz; pois a esta pessoa foi
concedida o falar na "...língua dos anjos..." (1 Co 13:1).
Entretanto, mediante o pronunciamento de 1Co 13:1, vendo a expressão
"...língua dos homens..." vemos que, realmente, Deus também
distribui, sobrenaturalmente, "as línguas" como aquelas que pertencem
aos inúmeros povos. Possivelmente, este derramamento do Espírito sobre a vida
de um cristão, tenha sido concedido, segundo a soberania de Deus, até mesmo
para que povos de outras línguas recebam do mensageiro que fala línguas
estranhas ao seu próprio conhecimento, uma mensagem em sua própria língua; a
exemplo do que ocorreu em At 2:4-12. Não deve ser esquecido que esta manifestação
é sobrenatural e este "falar em línguas" não advém do estudo da
linguagem russa, chinesa, japonesa ou outra qualquer, mediante uma escola
especializada; mas o "falar em línguas", advém da concessão divina
que opera, realizando esta manifestação. E a interpretação dos
"mistérios", no que concerne às línguas, deve seguir o mesmo padrão.
É através da oração neste sentido, que as línguas, como um Dom espiritual, são
interpretadas (1Co 14:13). Fica patente, então, que não é possível aceitar, mediante
a Bíblia, que a "glossolália" ocorra somente com respeito a idiomas
conhecidos e falados entre os homens, mas também com relação à língua dos anjos
(1 Co 13:1). Pois quem fala a língua portuguesa, ao orar em português, entende
o que está orando, como também o que fala japonês, ao orar em japonês; mas,
quem pertence a uma determinada língua, ao "orar em línguas", não
entende, a não ser que peça a Deus e receba dele o Dom de interpretação.
DOM
DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (hermeneia glóssôn)
Este Dom se dá e se aplica
diferentemente da interpretação de uma língua estrangeira, pois a assimilação
desta, por meio natural, se dá através do estudo daquela língua específica. A
"interpretação de línguas" aqui referida é manifestada
sobrenaturalmente, na busca à Deus por esse Dom "... ore para que a possa
interpretar" (1 Co 14:13). A interpretação das línguas por um meio natural
é inaceitável, na galeria do assunto proposto, visto que a manifestação das
línguas, como Dom de Deus, ocorre de modo sobrenatural, e o "Dom de interpretação
de línguas" também se manifesta de maneira sobrenatural.
Assim, deve ser
enfatizado que este "Dom de interpretação de línguas", não é feito
como quem traduz as palavras. O Espírito Santo é quem deve operar por
intermédio do espírito do homem, para realizar esse trabalho.
A interpretação é dada
não mediante a atenção prestada às palavras do que fala em línguas, e, sim, por
meio da concentração em espírito com o Senhor, que dá a interpretação, mediante
o referido Dom. Até mesmo porque, se a língua pronunciada no "Dom de
línguas" for a dos anjos, não haverá homem na terra que, atendo-se às
palavras pronunciadas, consiga interpretá-las.
Portanto, ao haver a
manifestação do "Dom de línguas", a mensagem pronunciada deve ser
interpretada, visto que sem a complementação do "Dom de
interpretação" no seio da Igreja, a mensagem em línguas não trará proveito
à congregação (1 Co 14:6-11), mas, sim, ao que fala (1 Co 14:28). Fazendo com
que esta manifestação louvável, enquadre-se numa irregularidade, por motivo de
ser, nestes termos, uma violação da regra estabelecida por Deus mediante Paulo.
A
BÍBLIA E O DIVÓRCIO Ml 2:16; Mt 5:31,32; 19:1-9; Mc 10:1-12; Rm
7:2,3; 1 Co 7:10-13
Primeiramente,
gostaríamos de dizer que para que se experimente qual seja a boa, agradável e
perfeita vontade de Deus é preciso não se conformar com este século, mas ser
transformado pela renovação da mente que Cristo em nós opera (Rm 12:2).
Analisando o
Easton Revised Dictionary que diz: "A dissolução do laço matrimonial foi
regulado pela lei de Moisés (Dt 24:1-4). Os judeus, depois do cativeiro, foram
requeridos a despedir suas esposas estrangeiras visto que o casamento com elas
era contrário à lei (Ed 10:11-19). Cristo limitou a permissão do divórcio
somente no caso de adultério. Este preceito dado por Cristo regulou a lei do
divórcio na Igreja cristã (Mt 5:31,32; 19:1-9; Mc 10:2-12; Lc 16:18)",
percebemos que muitos judeus aproveitando-se do divórcio viviam sua vida de
maneira infiel à sua companheira — a mulher da sua mocidade, a mulher da sua
aliança (Ml 2:14,15), pelo que Jesus restringiu o divórcio ao caso de
adultério.
O termo divórcio
encontrado em Mt 5:31 é apostasion, significando, literalmente, "voltar
atrás numa posição" e também "uma deserção" visto que é formada
pela junção de apo, "para trás" com stasis, "uma posição",
denotando neste caso, no NT, "uma carta de divórcio". Assim,
concluímos, que aquele que se divorcia está voltando atrás quanto a posição que
firmou perante Deus mediante a aliança entre os cônjuges. Noutras ocasiões,
verifica-se que aquele que se encontra em apostasia, assim permanece pois
voltou atrás numa posição — a posição de obediência aos mandamentos de Deus. Na
Septuaginta, este termo grego apostasian é encontrado, pelo que é traduzido
como "infidelidade" na versão ARA e como "perversão" na ARC
em Os 14:4.
Sabemos que
vários ensinamentos postos como sombra na antiga aliança, na nova aliança foram
reformados e aperfeiçoados; a exemplo temos "não matarás; mas qualquer que
matar será réu de juízo" foi aperfeiçoado (posto de forma mais completa)
para "... qualquer que sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será
réu de juízo" (Mt 5:21,22), temos também que "amarás o teu próximo e
aborrecerás o teu inimigo" foi aperfeiçoado para "amai a vossos
inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai
pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mt 5:43,44). Semelhantemente,
seguindo pelo contexto a mesma linha de raciocínio, "qualquer que deixar
sua mulher, dê-lhe carta de divórcio" foi aperfeiçoado para "qualquer
que repudiar sua mulher, a não ser por prostituição, faz que ela cometa
adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério" (Mt
5:31,32)!!!
Quando Jesus enfatizou "a não ser por
causa de prostituição", Ele estava se referindo à antiga forma como em que
os judeus se aproveitavam da lei (que foi implantada pela própria dureza do
coração deles: Mc 10:5) para despedir suas mulheres. Ei-las:
a) Quando não
achassem mais graça em seus olhos (Dt 24:1).
b) Quando não
estavam mais satisfeitos (Dt 21:10-14), etc.
O International
Standard Bible Encyclopaedia (Enciclopédia de Padrão Internacional da Bíblia)
diz: "Nós sabemos que nenhuma versão moderna faz do termo 'erwath dabhar
"coisa feia" o equivalente a fornicação ou adultério.
Quando Cristo
completou a frase "... e casar com outra adultera", de acordo com os
ensinamentos apostólicos, não existe chance sequer de se aceitar a
interpretação de que Jesus estava abrindo um parênteses para o divórcio e um
segundo casamento (Rm 7:2,3; 1Co 7:10,11; Mc 10:11,12; Lc 16:18, etc). Não se
deve pensar doutra forma. Quem adultera arruina a sua vida (Pv 6:32). Além do
mais, Paulo, em concordância com o que Cristo ensinou,
escrevendo aos Romanos deixa este assunto claro. Ele diz que a mulher está
sujeita ao marido, e enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o
marido, está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido,
será chamada adúltera, se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está
da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido (Rm 7:2,3).
A palavra "dureza
de coração" é encontrada apenas três vezes no NT. Duas destas ocorrências
dão-se em Mt 19:8 e Mc 10:5, onde é abordado a dureza de coração dos judeus
quanto a um discernimento espiritual do casamento instituído por Deus (Mt
19:4-6; Mc 10:6-9). Segundo o léxico grego,
a palavra sklerokardia denota primeiramente "dureza de coração,
isto é, especificamente, destituição de discernimento espiritual". Sendo
assim, na nova aliança firmada por Jesus, fica claro que a nós cristãos não é
conveniente, como possuidores de uma nova mente através de Cristo Jesus, termos
o coração duro. Asseverando esta afirmação, mediante a Bíblia, vemos o escritor
Marcos citando esta mesma palavra na última aparição de Jesus aos discípulos,
onde Cristo censura os incrédulos por manterem seus corações duros, não terem
tido discernimento espiritual e nem dado crédito aos que diziam ter Cristo
ressuscitado (Mc 16:14). Pelo que, nós, como membros do corpo de Cristo
chamados pelo seu vinde, não podemos fazer do divórcio uma porta de escape em
virtude de uma desilusão ou precipitação amorosa, visto que assim, o divórcio
estará nos servindo como que pela dureza do coração — coisa que não se faz
permitida aos que querem alcançar a prometida terra celestial.
Não devemos nos
esquecer do que é dito em Pv 1:32, visto que na Septuaginta encontramos neste
versículo, o termo grego apostasia como referência a "desvio"
ficando, literalmente assim na versão ARA: " Os néscios são mortos por sua
apostasia, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição".
Como pois, será, que um
ministro de Deus, aquele que exerce o ministério da Palavra, o sacerdócio
santo, infrinja o regulamento de Jesus e permaneça bem com Deus? Pois bem
sabemos que ele deve ser "...marido de uma só mulher..." (Tt 1:6).
Lembre-se de que os sacerdotes nunca puderam, pela lei de Deus, casar-se com
uma repudiada (Lv 21:7,14,15). Também é do nosso conhecimento que Lucas abordou
a não permissão de um novo casamento após um repúdio, como um memorando entre
os demais ensinos espirituais e éticos de Cristo (Lc 16:18), de forma a
assegurá-lo como parte integrante na doutrina de Cristo Jesus à Teófilo (Lc
1:1-4).
Concluindo, vejamos o
que Deus diz sobre o divórcio: "... eu detesto o divórcio, diz o Senhor
Deus de Israel,.. e não sejais infiéis" (Ml 2:16) . Portanto, pense no que
nos disse o Grande Mestre Jesus: "Assim já não são mais dois, mas uma só
carne"; o homem não deve, por sua vã vontade, desejar separar aquilo que
desde o princípio Deus ajuntou (Mt 19:6).
O
DÍZIMO, REQUISIÇÃO DE DEUS
Não é possível, de
maneira alguma, que uma pessoa possa estar sendo fiel à Deus ao argumentar que
guarda os mandamentos do Senhor, estando, todavia, em situação de dívida quanto
ao Dízimo do Senhor. Porquê? Porque sabemos que aquele que ama ao Senhor o ama
de todo o coração, de toda sua alma, com todas as suas forças e com todo o seu
entendimento (Lc 10:27).
Seja qual for a
desculpa que um membro ache que possa dar, não haverá apoio bíblico que
sustente qualquer afirmação, em detrimento da entrega do dízimo. Devendo, por
conseguinte, o cristão que almeja ser realmente fiel a Deus "em toda maneira
de viver" (1 Pe 1:15), se aperceber de que o dízimo não lhe pertence. E
esta não é uma afirmação oriunda de um interesse humano, mas de uma ordem
divina! (Ml 3:10). Entrementes, ao achar o homem que aquele
"dinheirinho" vai fazer a diferença no suprimento das despesas
familiares ou pessoais, e que por isso "não poderá dizimar aquele
mês", entra em ação (como se fosse uma alavanca liberada), o poder da
outra faceta do dinheiro: "... a raiz de todos os males" (1 Tm
6:10a). E porque será que isto acontece? (Ag 1:6). Acontece pelo fato de que
tal crente não está tendo uma visão bíblica do assunto, mas uma visão
imediatista, impaciente. Esta infidelidade, no que se refere ao dízimo, implica
em tornar-se automaticamente, um "roubador de Deus" (Ml 3:9). Será
que isto é tão duro assim? .... O Deus Eterno, ao qual conhecemos, é um Deus de
brincadeira? Aquilo que Ele fala Ele cumpre: "nem os ladrões,....., nem os
roubadores herdarão o reino dos céus" (1 Co 6:10).
É
inaceitável ao cristão achar-se em débito com o Deus que nos coroa de bênçãos!
Deus não age como um exator implacável ou ganancioso, antes, requer apenas 10%
daquilo que Ele mesmo concedeu! (objetivando o sustento da sua obra entre os
homens)
Deveríamos nos
envergonhar ao ver os santos homens do passado, homens que não puderam
contemplar o desenrolar do plano divino de salvação, mas o viram pela fé;
homens fiéis no dízimo — por isso é que prosperavam (Abraão, Jó, Jacó, etc).
Por exemplo, observando a história de Abraão — homem que viveu há cerca de
XLIII (43) séculos atrás, por volta de 700 anos antes do estabelecimento da lei
e do dízimo de maneira estatutária — vemos que ele entregou o dízimo,
voluntariamente. Não é de se estranhar que, apenas por manifestações e
diálogos, Abraão já captara mediante sua comunicação com Deus, o propósito
divino através do dízimo; e ser chamado, não apenas por causa desta sua sincera
ação de devolução daquilo que a Deus pertence, mas pelo somatório de todas as
suas atitudes e realizações no campo da fé e da obediência, de "...amigo
de Deus..."(Tg 2:23 ver vs. 22 e 26). Vemos no Evangelho de João, o Nosso
Senhor Jesus dizendo que seus amigos são aqueles que fazem a sua vontade! (Jo
15:14). É ou não é realmente vergonhoso para nós a situação de infidelidade no
dízimo, ao compararmos o presente momento em que vivemos, bem como a tremenda
revelação de
Deus aos nossos olhos, revelando-nos por meio
de Jesus Cristo grandes mistérios dos quais aos participantes das eras passadas
estiveram ocultas? Acrescentando que, nós, como participantes do século XXI,
presenciamos, como povo algum, reviravoltas e descobertas que lançam luz sobre
inúmeras descrições bíblicas, esclarecendo-nos mais quanto a diversos assuntos;
mas, muitos, como que ignorando todos estes privilégios, ainda permanecem
inadvertidos ou ingratos a tamanhas revelações de amor e graça divina. Todavia,
esta ingratidão deve ser rapidamente revertida ao olharmos para nossos amados
irmãos gratos do NT.
Como vemos, no NT, a
atividade da Igreja no campo financeiro, ia além da norma, ultrapassava em
voluntariedade, quantidade e em conjunto. Os cristãos da igreja primitiva iam
bem além do dízimo nas suas contribuições (At 2:45; 4:32-37). Será que é em
razão destes corações voluntários e predispostos à Obra de Deus, que este
período deixa belas e preciosas marcas em nossa mente? O que sabemos é que
Deus, em favor deles e através deles realizava grandes prodígios (At 4:31).
Repetindo Gn 14:17-20, o escritor traz em Hb 7:2-9 profundidade da questão do
dízimo, reafirmando-o como propriedade de Cristo. Além desta compreensão entre
os cristãos, eles, segundo as suas posses, prestavam socorro (At 11:29)!
Não se assuste, mas se
formos observar bem, o que se percebe no decorrer do NT, a praxe ou o alvo não
era "10%", e sim muito mais do que isso "... e vendiam suas
propriedades..."! Mostrando-nos que todo o nosso vigor e disponibilidade
devem ser "colocados aos pés do Senhor". Mesmo que sua propensão a
este entendimento seja hoje a descrita em Sl 139:6, reflita. Ou ainda, se não
alcançastes seguir o exemplo de Barnabé, seja, pelo menos, "fiel no
pouco" pois de acordo com suas possibilidades "sobre o muito te
colocará".
Se você ama a obra de
Deus, contribua. Contribuamos ao Senhor com dízimos e ofertas (Ml 3:8c), pois
como vimos em Ml 3:6-12, fazendo um paralelo, também sem dízimos e ofertas é
"impossível agradar-lhe" (Hb 11:6). O Senhor não se agrada de
infiéis. Será que ao ofertar a Deus daquilo que nos resta, Ele aceitará a nossa
pessoa ou a nossa súplica? (Ml 1:9). Veja que, com relação ao dízimo, certa
pessoa sabiamente disse: "A questão não é bem quanto do meu dinheiro darei
para Deus, mas quanto do dinheiro de Deus reservarei para mim". Já outra,
esclarece-nos numa grande verdade bíblica: "Pode-se contribuir sem amar,
mas não se pode amar sem contribuir". Saiba que: quando os ideais de Deus
são as nossas metas... A VITÓRIA É CERTA! (Ml 3:10b-12).
O SABÁDO (DIA DO SENHOR)
Jesus responde em Mateus 12:12 “é lícito fazer o bem no dia de sábado”
Jesus responde em Mateus 12:12 “é lícito fazer o bem no dia de sábado”
O maior exemplo daquilo que devemos fazer no dia de
Sábado vem do próprio Jesus.
No sábado Jesus Cristo:
No sábado Jesus Cristo:
Visitava: Lucas 14:1 “Aconteceu que no SÁBADO ao
entrar na casa de um fariseu para comer pão,…”
Passeava: Mateus 12:1 “E aconteceu que passando ele
num SÁBADO pelos campos, os seus discípulos tendo fome, caminhando, começaram a
colher espigas e a comer”
Obs: Colheram apenas para comer, igual a pegar frutas num pomar.
Obs: Colheram apenas para comer, igual a pegar frutas num pomar.
Curava: Muitos Milagres de Jesus foram feitos no
Sábado:
A cura da sogra de Pedro Marcos 1:21 e 29, a cura do paralítico (João 5:9), o cego de nascença (João 9:14) e muitos outros.
A cura da sogra de Pedro Marcos 1:21 e 29, a cura do paralítico (João 5:9), o cego de nascença (João 9:14) e muitos outros.
Adorava: Ia a Igreja: Lucas 4:16 “E, chegando a
Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na
sinagoga, e levantou-se para ler.”
Podemos fazer o bem todos os dias, porém no dia de
Sábado devemos fazer o bem, temos durante o sábado muito mais tempo para fazer
o bem.
AFINAL
DE CONTAS PARA QUE DEUS CRIOU O SÁBADO?
Marcos 2:27 e 28 E acrescentou: O sábado foi
estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte
que o Filho do Homem é senhor também do sábado.
O verso diz que Deus pensou no ser humano, quando
criou o Sábado, é um dia especial de comunhão entre o nosso Pai e nós que somos
seus filhos, e entre os irmãos que fazem parte da família de Deus, e mais tempo
para dedicar aos que ainda não fazem parte da família de Deus.
O
QUE NÃO DEVEMOS FAZER NO DIA DE SÁBADO?
Veja: Isaias 58:13 e 14 “Se desviares o pé de
profanar o sábado e de CUIDAR DOS TEUS PRÓPRIOS INTERESSES NO MEU SANTO DIA; se
chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o
honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria
vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR.”.
O Sábado foi feito para que o homem tivesse tempo
para repousar e ter uma relação intima e pessoal com o seu Criador e Salvador.
Qualquer coisa que interfira na nossa comunhão com Deus e com a Família de
Deus, que roube o tempo que pertence a Deus, deve ser evitado. Sendo assim,
tudo que pode ser feito outro dia da semana, que não precise ser feito no
Sábado (ex: trabalhos domésticos como faxinas, consertos de casa, lavar carros,
ir ao supermercado, etc), se não agirmos assim, o sábado deixa de ser um dia especial,
e passa a ser um dia comum.
CRIAÇÃO
E SALVAÇÃO
O Sábado está constantemente apontando para dois
eventos: Na Sexta-feira ao pôr-do-sol, lembramos a nossa Criação (No Éden) e
também a nossa Salvação (Cristo morreu numa sexta-feira) conforme: Lucas 23:54
“E era o dia da preparação e já ia começar o Sábado”.
A Bíblia nos revela que JESUS é o Criador “…todas as
coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” João 1:3,
então concluímos que:
No Sábado o Criador descansou da criação, e ao morrer na Cruz, no Sábado Jesus dormir o sono da morte, portanto Jesus descansou dentro do sepulcro do seu árduo trabalho em favor da raça humana.
No Sábado o Criador descansou da criação, e ao morrer na Cruz, no Sábado Jesus dormir o sono da morte, portanto Jesus descansou dentro do sepulcro do seu árduo trabalho em favor da raça humana.
COMO
GUARDAR O SÁBADO?
A maneira correta de contar o dia é conforme está na
Bíblia. O dia deve ser contado do por do sol (tarde) a outra tarde, doze horas
de claro e doze horas de escuro.
No livro de Gênesis vemos que no princípio o dia era
contado sempre a partir da tarde veja só:
foi tarde e manhã do 1º dia (Gênesis 1:5), do 2º dia (1:8), do 3º dia (1:13), do 4º dia (1:19), do 5º dia (1:23), do 6º dia (1:31)
foi tarde e manhã do 1º dia (Gênesis 1:5), do 2º dia (1:8), do 3º dia (1:13), do 4º dia (1:19), do 5º dia (1:23), do 6º dia (1:31)
Na Bíblia, o dia tinha as mesmas 24 horas, mas era
dividido em duas partes de 12 horas sendo: 12 horas de claro (por volta de 6
horas da manhã até 6 horas da tarde) e 12 horas de escuridão (das 6 horas da
tarde às 6 horas da manhã).
Jesus mencionou isso em João 11:9 “Respondeu Jesus:
NÃO SÃO DOZE AS HORAS DO DIA?.”
E assim o dia que era contado de por do sol a por do
sol, conforme Levíticos 23:32 “ SÁBADO de descanso solene vos será; ENTÃO…DE
UMA TARDE A OUTRA TARDE, CELEBRAREIS O VOSSO SÁBADO.”
Então, conforme a Bíblia o sábado começa no por do
sol da sexta feira e termina no por do sol do sábado. Mas será que isso tem
alguma importância ou o que importa é separar um dia e pronto?
Bem se o dia não fosse importante, porque Deus seria tão específico em determinar:
Bem se o dia não fosse importante, porque Deus seria tão específico em determinar:
→ o dia? (Êxodo 31:17)
→ a hora de começar e terminar? (Levíticos 23:32)
→ colocar como um dos Dez Mandamentos? (Êxodo 20:8 a 11)
→ a hora de começar e terminar? (Levíticos 23:32)
→ colocar como um dos Dez Mandamentos? (Êxodo 20:8 a 11)
ALIMENTAÇÃO
SUADAVÉL
CARNE DE PORCO: Em geral as Igrejas Que Militam Na
Obra da Restauração não proíbem seus membros de comer carne de porco, porém de
acordo com a Palavra do Eterno, aconselhamos à NÃO consumir de carne e ne de
seus derivados. Baseados nos seguintes motivos:
ü CARNES
IMPURAS: Levítico 11.7-8 e 14.8
ü DEUS
SE IRRITA: Isaias 65.2 ao 4 e 66.17
Além disso, comer a carne de porco faz parte de uma
má alimentação ou seja, alimentação não saudáveis para o homem.
CARNES SUFOCADAS
Sabemos que não comer carne sufocada e “comer”
sangue é um dos pontos de doutrina . Nós cremos na necessidade de nos ABSTER
DAS COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS, DO SANGUE, DA CARNE SUFOCADA E DA
FORNICAÇÃO, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembleia de
Jerusalém (Atos 15: 28,29; 16:4; 21:25). ABSTER (Abster-se significa privar-se,
desviar-se. Privar-se, não comer).
RESPONSABILIDADE NA OBRA
1968 PROFECIA
do Espírito Santo, dada na Reunião Geral de Obreiros, realizada no dia 27 de
julho de 1968, no início da Reunião.
Profeta – Nelson Silva Peres Assim
falou o Senhor:
“Eis que assim diz o
Meu Espírito: Daí ouvido todos vós que estais na Minha presença: sabei no vosso
entendimento – no bom entendimento da vossa alma, que Eu estou aqui entre vós.
Ligai, ligai para Mim a vossa alma, e vereis. Eis que os meus olhos acompanham
esta Reunião. Eis que estou presente e vejo a cada coração diante de Mim.
Conheço a cada problema. Vejo o caminhar de cada um de vós. Conheço o vosso
pensar. Está diante de Mim. Vejo o vosso falar perante a minha face E ISTO É TÃO SÉRIO que muitos não podem
entender a responsabilidade que assumem perante
a Minha face. Esta Reunião é mais séria
do que vós pensais. Deixai cair no vosso coração e vêde. Sem ouvir a Minha voz,
a orientação do Meu Espírito, não sereis vitoriosos. Humilhai-vos cada um de
vós diante da Minha face porque eis que vós estais cercados. Não podeis sair.
Milhares e milhares e milhares estão em derredor de vós. E grande é a vossa
responsabilidade. Eis que tenho colocado nas vossas mãos o Meu Rebanho. Tenho
vos levantado para apascentar segundo a Minha Palavra e a Obra é Minha. Não há
lugar para o homem na Minha Obra. Eu velo pela Minha Palavra e há uma batalha travada e todos os que quiserem porfiar com
o Meu Espírito ficarão encostados ao montão. Porque diante
de vós e em derredor de vós está o exemplo. E todos quantos quiserem porfiar com o
Meu Espírito. Vêde! Vêde! vêde o desbaratar da apostasia. Vêde o partir. Eis
que o Meu Espírito os espalha como gafanhotos, para saber que fora da Minha
Palavra não há segurança. Agora, se tão somente ouvirdes a voz do Meu Espírito
sereis prosperados. Se tão somente ouvirdes a voz do Meu Espírito serei
exaltado. Se tão somente vos humilhardes perante a Minha face, saireis daqui
para cantar. Eu Sou o vosso Senhor. Eu cuidarei de cada um de vós. Eu mesmo me
incumbo de vigiar as vossas vidas. Não fareis o
que quereis. Jamais. Porque a
minha mão está estendida para vos guardar disto. Tenho vos levantado como
mordomos do Meu amor, mas eis que há muitos que ainda
não entenderam isto. Há muitos dentre vós que AINDA NÃO ENTENDERAM A MINHA OBRA. Oscilam. Preparai-vos porque a luta continuará. Eis
que a vós vos digo: Bem aventurados sereis se não propagardes diante de vós
mesmos tudo quanto hei de fazer aqui. Deixai para os vossos corações. Guardai
na vossa experiência. Há muitos que estão deixando
a Obra do Meu Espírito – da Minha Palavra. ESTÃO
ENTRANDO PELOS SEUS CAMINHOS. Não irão longe. Não irão avante. Ficarão para
trás. A Minha alma continua
chorando, mas a Minha Palavra se cumprirá. A carne não militará no Meu
conserto. Há muitos que não podem crer. Estão com as mentes cirandadas. Há
muitos entre vós que precisam aprender. Não sabem nada, porque não quiseram
aprender comigo. Marcam passo porque não há humildade. Mas é necessário
aprender comigo para serdes vitoriosos. A Minha Obra não é de sabedoria humana
– a Minha Obra é de sinais. Tendes retardado a Minha Obra. Sabei isto,
ministros do Meu altar. Não retardeis a Minha Obra. Sejais zelosos. Há muitos
que estão aqui entre vós que não são dignos de estar neste ministério – que
estão aqui entre vós. Lábios
enganosos, que não irão longe. O Meu Rebanho sofre. E o Meu Rebanho
está entregue à rapina, por causa da vaidade. E a estes corações Eu digo: Quereis
contender comigo? Levantai-vos e serão dispersos e eis que ainda que NUM VALE
ÁRIDO recolherei o Meu Rebanho, porque TENHO JURADO SOB A MINHA PALAVRA.
E eis que há entre vós aquele que tem se reunido com a confusão, que Eu tirarei
com mão forte, se não houver arrependimento perante a Minha face. Esta é a
Minha Palavra. Consertai perante a Minha face TUDO. Eu quero vos ajudar. Eis me
aqui. Confessai! Levantai! Porque a Minha mão que sara está estendida para vos
sarar. E esta é a Minha Palavra. Glorificai o Meu nome. Eu Sou o vosso Deus.
CONCLUSÃO
Sem a iluminação do
Espírito Santo, este estudo serviria quando muito, para formar os princípios de
um novo grupo sem maior importância, não fosse a agravante de ser mais uma
divisão no povo de Deus. Mas não é isto. Deus pode levantar profetas hoje (e tem
levantado), como levantou Ágabo e outros no tempo dos apóstolos (At 11:27,28) e
usá-los na Sua obra como na Igreja primitiva (At 13:1-13). Como também pode nos
dar visões e revelações como deu a Paulo e outros (At 18:9 e 2 Co 12:1), e
assim, sustentar o pavio que fumega, até que se faça triunfar o juízo (Mt
12:20). O Senhor está restaurando a sua Igreja, operando como lhe apraz. Muitas
opiniões caíram porque: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o
Senhor o não mande?” (Lm 3:37). O que está acontecendo, não é simplesmente um
movimento de renovação espiritual, mas um preparo para um ápice de gozo com
Cristo na glória. Assim, busquemos conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor,
sendo o amor a prova de que vivemos a revelação completa que recebemos.
Sejamos, portanto, idôneos guardando os mandamentos;
Amado leitor, o que leste, guarda-os em seu
coração, e como disse o apóstolo Paulo: "E o que de mim, entre muitas
testemunhas ouvistes, confia-os a homens fiéis, que sejam idôneos para também
ensinarem aos outros" (2Tm 2:2).
QUANDO?
AGORA: Quando as
Escrituras, sobre a apostasia dos últimos tempos, se cumprem; ANTES: Que o
homem do pecado, segundo a eficácia de satanás, se manifeste (2 Ts 2:3-12);
ANTES: Que chegue
aqueles dias, quando ninguém poderá comprar nem vender, senão aqueles que
tiverem o sinal da besta (Ap 3:17);
ANTES: De serem derramadas, sobre a Terra, as taças
da cólera de Deus (Ap 16:1), quando não haverá lugar para arrependimento (Ap
16:9,11);
ENQUANTO É TEMPO: Voltemos para Deus, porque em meio
a todas essas pragas que se aproximam, somente aqueles que trouxerem o
"selo de Deus em suas frontes" (Ap 9:4), poderão contar com a
proteção de Deus.
OUTRAS
NORMAS E COSTUMES ( Regimento Interno
aprovado em Reunião do dia 05/05/2013)
1-Quanto
a Corpo Ministerial:
PASTOR CHAMADA Efésios
4.11.12
EVANGELISTAS Atos 21.8 DIÁCONOS 1ª Timóteo 3.1 a13
OBREIROS: 2ª Timóteo 2.15
Ob.: A Igreja Que Está em Austin NÃO consagrar
mulheres ao cargo pastoral, a *diaconisa e nem a *missionária. (*Salvo se já
vier assim). Também NÃO consagramos Pastores, Diáconos e Evangelistas solteiros
(Firmados no conceito Bíblico de : 1ª Tim. 3.2
/ 1ª Tim. 3.12 e Tito 1.5 e 6) Missionários
e Diáconos serão aceitos caso venham consagrados),se estivem dentro das normas
bíblicas.
2-Quanto às vestes das Varoas:
A) Serão
permitindo Vestido de Pregas sem modelos, Godê e Túnicas (Salvo em Festividades
que será um padrão só).
B) B)
Combinação branca e longa ( Será permitindo o uso de short laica por debaixo da
combinação).
C) NÃO É permitindo as varoas fazer vestes pretas
e vermelhas e cores berrantes, de preferências sempre roupas de cor claras.
D) As
irmãs que pregam e dirigem cultos deverão esta calçada com sandálias ou sapatos.
Não é permitindo ministrar ou dirigir de chinelos.
E) Véu
Mantilha nos cultos de libertação, Domingos e vigilas, ações de graças. Será
permitindo o uso do véu filo nos lares, ensaios, orações rápidas e ensaios. Véu
sempre bem passado e branco, não é permitindo usar véu amarelo, amarrotado e
queimado.
F) Não
é permitindo usar calça legue e roupas normais como combinação debaixo das
vestes.
G) Só
é permitindo na RUA ou em CASA vestes descente como: sais medido pelos menos
30cm abaixo do joelho, sem rachados extravagantes. Apenas blusas de malhas ou
outros tecidos que apresentem cores não transparente e mangas compridas ou 3/4
3-Quantos às vestes dos varões:
A) Não
é permitindo usar roupas femininas, calções, bermudas, camisetas cavadas ou
modelos manchões, camisa e calças transparente ou apertadas (justo modelado o
corpo.)
B) Não
é permitindo andar de manga curta na rua (excerto uniformes)
C) Não
é permitindo o uso de pulseiras, cordão, lentes de contatos, pingentes e
sapatos com solados extremante altos e acompanhados de moda mundana em geral.
D) Calca
jeans somente no trabalho e escola.
E) Obreiros
em geral só pregam ou dirigem de terno e calçados com sapato ou sandália.
F) Não
permitindo o varão estar de cabelo e barba grande ( Cortes mundanos são
proibidos) consultar o pastor antes de fazer alguns corte.
G) Não
é permitindo o uso de costeletas, barbas, bigode.(sempre com o rosto limpo)
H) Não
é permitindo varão fazer a sobrancelha (salvo a limpeza com autorização do
pastor)
I) Fica
proibindo também o uso de pinturas e alisastes no cabelos dos varões . 1 Corintios 11.14
4- Quanto a maquiagem,cordões,,brincos e etc.
A) Sem
efeites exterior: 1 Pedro 3.3-5
B) Não
aceitamos modas mundanas: Romanos 12.2 e 1 João 2.15-17. Dentro de nossa ética
não permitimos usar: brincos,batons coloridos ou
transparentes,maquiagens,elmantes coloridos e nem transparentes. Ex:
base,pulseiras,cordões ,prededores de cabelo extravagantes,sias rachasdas ou
justa modelando o corpo,vestes transparentes como: bluas ,saias etc... anéis
(EXCERTO ALIANÇA DE NOIVADO E CASAMENTO) Isaias 3.18 adiante.
5-Quanto ao namoro e noivado
A) É
proibido o relacionamento com descrentes
(impíos),pautados na refrencia de 2
Corintios 6.14 ao 16. Por considerar jugo desigal. È necessário que tenham
realmente se convertido demostrados um bom testemunho no aspecto moral,caráter
e personalidade. Como também seguidores da doutrina bíblica da qual pautamos
nossos membros e corpo ministerial ((Mateus 12.25)
O aspecto do namoro
deve ser :
a- No
SENHOR
b- Sem
FORNICAÇÃO ( Mateus 2.32)
B) Não
andar fora de horas que não segurança, nem namoros em lugar escuros, ou que
apresentes ausência de pessoas. Tendo dia se horários regulares, consentimentos
dos pais para o namoro, com conhecimento do pastor. Tais requisitos devem ser
mantidos no noivado ate a chegada do
casamento.
C) O
noivado deve ser bem simples podendo ser realizado com Culto de Ações de Graças
na igreja com em casa e até mesmo em salões alugados pelos noivos.
6- Quanto ao Casamento
A Palavra de Deus nos diz muito sobre o casamento,
nos dá vários conselhos para que possamos ter um relacionamento a dois muito
bem sucedido, com a presença de Deus. O casamento é uma ligação permanente e
dedicada entre um homem e uma mulher: “...unir-se-á a sua
mulher; e serão os dois uma só carne. Assim já não são mais dois, mas uma
só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.” (Mateus
19:5-6).
O casamento não é invenção humana, foi estabelecida por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência. “Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade...” (Malaquias 2:4). Deus diz porque homem e mulher devem se casar. “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Coríntios 7:2). Para que haja felicidade no casamento não pode haver egoísmo. “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Lucas 6:31).
O casamento não é invenção humana, foi estabelecida por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência. “Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade...” (Malaquias 2:4). Deus diz porque homem e mulher devem se casar. “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Coríntios 7:2). Para que haja felicidade no casamento não pode haver egoísmo. “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Lucas 6:31).
DEVERES DO MARIDO:
O marido deve amar a sua esposa. “Vós,
maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo
se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem de
águas, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula,
nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim
devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.
Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.”(Efésios 5:25-28). “Vós,
maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente.” (Colossenses
3:19).
O marido deve tratar sua esposa com respeito e
honra. “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento,
dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras
convosco da graça da vida, para não sejam impedidas as vossas orações.” (1
Pedro 3:7).
Agradecer a Deus por sua esposa. “O que
acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.” (Provérbios
18:22).
DEVERES DA ESPOSA:
A esposa deve ser submissa ao marido. “Vós,
mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a
cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o
Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também
as mulheres o sejam em tudo a seus maridos.” (Efésios 5:22-24).
Mas isso não significa que a mulher deve ser a única a submeter-se, no
casamento ambos devem se submeter. “Sujeitando-vos uns aos outros no
temor de Cristo.” (Efésios 5:21).
A mulher deve ser uma auxiliadora para o homem,
porque foi para isso que foi feita. “Porque o homem não provém da
mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa
da mulher, mas a mulher por causa do homem.” (1 Coríntios 11:8-9).
A mulher tem que ser exemplo, para que a palavra de
Deus seja respeitada. “Para que ensinem as mulheres novas a serem
prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas,
castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de
Deus não seja blasfemada.” (Tito 2:4-5). “Quero, pois,
que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem
ocasião ao adversário de maldizer.” (1 Timóteo 5:14).
Estar com seu marido até o fim de sua vida. “Porque
a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver...”(Romanos
7:2).
DEVERES
DE AMBOS (Esposo e Esposa):
Para ter um bom casamento, devem ser resolvidas
todas as diferenças imediatamente. “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa
ira.” (Efésios 4:26).
Fazer com que a relação melhore sempre no sentido de
unidade e de entendimento um do outro. “Com toda a humildade e
mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando
diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” (Efésios
4:2-3).
O casamento dever ser honrado e sem impurezas. “Honrado
seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e
adúlteros, Deus os julgará.” (Hebreus 13:4).
Seguir os mandamentos que protegem o casamento. “Não
adulterarás... Não cobiçarás a mulher do teu próximo...” (Êxodo
20:14-17).
O relacionamento sexual é necessário na vida
conjugal para que não sejamos tentados. “A mulher não tem poder
sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma maneira o marido
não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não vos priveis um
ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao
jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos
tente pela vossa incontinência.” (1 Coríntios 7:3-5).
Cuidar de sua família. “Mas, se alguém
não tem cuidado dos seus, e principalmente dos de sua família, negou a fé, e é
pior do que o infiel.” (1 Timóteo 5:8).
Respeitar um ao outro porque tudo vem de Deus. “Todavia,
nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a
mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de
Deus.” (1 Coríntios 11:11-12).
De acordo com todas essas referencias bíblicas entendemos
o seguinte que no casamento bíblico, O Criador da Família, ou seja, do
casamento: Não disse que VALE TUDO entre quatro paredes. Então de acordo com
essas orientações os membros casados dessa irmandade não podem ter relações
ilícitas como sexo anal, sexo oral, troca de casais e outras coisas que denotam
prostituição e depravação do sexo.
7- Quanto ao uso da televisão, literaturas e internet.
a) Não
proibimos, mas conscientizamos pelo devido fato de que algumas programações não
indecorosas, como: Novelas, filmes pornográficos e muitas outras coisas que não
contribuem para estrutura e edificação do lar cristão.
b) Literaturas
com artigos como: doutrinas heréticas
,pornografia, romance, gibis, ficções e outras literaturas que contribuem para
bom aprendizado e discipulado.
c) Internet
não proibimos, mas a cautela e vigilância devem ser dobradas, todo cuidado é
pouco. As redes sócias são liberadas a todos os membros. É proibindo ter
cadastro em sites de relacionamento, ou seja, sites que de namoro cristão e
coisas do gênero.
8- Quantos aos propósitos
a) Propósito
de Daniel Há
duas referências ao jejum no livro de Daniel na Bíblia, de onde o ’’Jejum de
Daniel’’ é derivado. Daniel, capítulo 1, descreve como Daniel e seus três
amigos comeram somente verduras e legumes e beberam somente água. Ao fim de um
período de tribulação de dez dias, Daniel e seus amigos tinham a aparência mais
saudável do que a de seus contemporâneos que comeram as comidas calóricas da
mesa real. Em Daniel, capítulo 10, Daniel jejua novamente, abstendo-se de
comidas agradáveis, carne e vinho. Você também pode ficar com um corpo mais
saudável e uma mente mais limpa ao seguir esse jejum moderadamente.
Segue uma lista de alimentos permitidos:
Todas as frutas e verduras ,todos
os legumes ,cereais ,frutos secos e sementes ,queijo de soja ,ervas e temperos.
Proibido no Jejum de Daniel:
todo
tipo de carne e produtos animais, todos os laticínios, todos os alimentos
fritos, gordura sólida.
b) Jejum
de Separação de corpos Nos dias antes da
subida aos montes, dirigir trabalhos na igreja. 7 dias antes da Santa Ceia do
Senhor. E também no proposito de Daniel
.
c) O
afastamento temporário das mídias sócias
Será anunciado em santo culto o tempo
necessário de afastamento do face book, whatsapp, Instagram e outros sites de bate
papo e joguinhos no celular.
9- Quanto ao Aborto
A) Aborto
Natural: Não consideramos inflacionários aos nossos costumes doutrinários,
desde que o mesmo ocorra por motivos: Provocado por um eventual acidente
(comprovado pela medicina) ou (provocado por deficiência orgânica da mulher,
comprovada).
B) Aborto
Voluntário: Este consideramos totalmente contra os nossos costumes doutrinários
pois e o mesmo só é provocado por mulheres tomando remédio que interfiram na
gestação ou operação feitas em clinicas e hospitais sem o mesmo o apoio constitucional.
Nós o consideramos inflacionário, porque é matar vidas inocentes.
C) Masturbação
a Bíblia nos alerta para que evitemos até a aparência de imoralidade sexual (Efésios
5.3.) A bíblia não mencionar especificamente
a masturbação é ou não é pecado. Entretanto, não há duvidas de que na maioria
das situações as ações que levam a masturbação são pecaminosas. A masturbação é
quase sempre, o resultado final de pensamentos sensuais, estimulações
eróticas e /ou imagens pornográficas.1 Coríntios
10.31 /
Romanos 14.23 / 1 Coríntios 6.19-20
10- Quanto ao uso de anticoncepcionais, vasectomia
e ligação de trompas.
A) Não
aceitamos usos de anticoncepcionais, vasectomia e ligação de trompas em recém casados,
pois entendemos que a mulher deve passar pela experiência do parto. (1 Timóteo
2.15) Todavia haverá sempre nesta área um trabalho de conscientização como foi aprovado
na reunião no dia 05/05/2013.
11- Quanto ao lazer e
outros
A) Praia
não apoiamos, pois não é ambiente próprio para o cristão e sua família, totavia
toleramos banhos em cachoeiras, rios e piscinas. O lugar deve ser reservado. Quanto
ao traje deve ser honesto, ou seja, roupas usuais. (Jeremias 51.45 /
1 Coríntios 10.23 / 1 São João 2.16 )
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